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Grupo Totem se reinventa na pandemia a partir das novas tecnologias

Grupo apresenta, na próxima sexta-feira (18), o segundo movimento da pesquisa “Metamorfismo de (R)existência”, no canal do grupo no YouTube

Divulgação

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Na abertura da programação, será apresentado o trabalho em processo com uma curta mostra de videoperformances, protagonizada por integrantes do grupo

De um lado, uma outra forma de lidar com o coletivo, num movimento de retorno à nossa sabedoria ancestral. De outro, o corpo urbanizado ao extremo e que se estressa e padece dentro da confusão urbana cotidiana. É nesta energia de dualidade que o Grupo Totem segue o segundo Movimento da pesquisa “Metamorfismo de (R)existência”, que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, e agenda a mesa de conversa “Teatro Ritual e Descolonização” para a próxima sexta-feira (18), a partir das 19h, em seu canal no YouTube. Para abrir a programação, será apresentado o trabalho em processo com uma curta mostra de videoperformances, protagonizada por integrantes do grupo.

A diversidade da pesquisa o Totem vem experimentando há mais de um ano, em setembro de 2019, quando começou a investigar dois dos principais espetáculos de seu repertório: “Ita”e “Caosmopolita”, e realizou evento em Olinda, em dezembro. Diante da pandemia do Novo Coronavírus (COVID-19), o grupo passou grande parte deste período trabalhando remotamente. “Chegamos a remarcar a demonstração desta segunda etapa da pesquisa, pois estava tudo marcado para o final de março e veio a pandemia. Ficamos na dúvida se mostraríamos a parte prática ou não”, lembra Taína Veríssimo, uma das integrantes e produtora do grupo.

Taína explica que, enquanto “Caosmopolita” questiona a submissão às mídias e a dependência das telas, durante a pandemia é através das novas tecnologias que o Totem vem se reinventando e sem elas não seria possível acompanhar os outros artistas do grupo desenvolvendo seus trabalhos artísticos. O grupo movimentou, a partir de agosto, seu canal no YouTube, com o lançamento de uma série de seis episódios de performances, sempre às sexta-feiras, que culminou com o lançamento da videoperformance “Geopoesis”.

E como se desvencilhar da dualidade que o ser humano persegue entre a sua essência animal e o caos urbano? “O caminho proposto para sair disto é a descolonização. Colocamos em xeque esta sociedade que destroi a natureza e o próprio ser humano”, ressalta Taína. Ela será uma das performers do Totem a protagonizar um trabalho individual no dia 18, ao lado de Lau e Inaê Veríssimo, respectivamente, mãe e irmã de Taína, além de Íris Campos e Juliana Nardim.

No bate-papo, os convidados são os pesquisadores Bruno Siqueira e Renata Wilner, que irão relacionar suas experiências ao embasamento teórico da pesquisa do Totem, além da participação de Taína Veríssimo. Bruno Siqueira é professor de Teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e atua como crítico na plataforma Quarta Parede. Já Renata, que é doutora em Artes Visuais pela UFRJ e também leciona na UFPE, escreveu artigos sobre o espetáculo “Retomada”, do Totem.

Serviço:
Metamorfismo de (R)existência – Projeto de pesquisa| 2020 | 2° movimento
Sexta-feira (18/12), às 19h
- Trabalho em processo (work in process) – curta mostra de videoperformances  com integrantes do grupo
- Mesa de conversa: Teatro Ritual e descolonização com a participação de Bruno Siqueira, Renata Wilner e Taína Veríssimo
Transmissão no site: www.youtube.com/GrupoTotemRecife

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