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‘Guia Comum do Centro do Recife’ ganha versão em aplicativo para smartphones

Projeto desenvolvido com incentivo do Governo de Pernambuco será lançado nesta quinta-feira (30) para aparelhos Android na loja virtual Google Play

Divulgação

Lugares que se movem_crédito Tati Móes

‘Lugares que se movem’ é uma das categorias poéticas do guia que agora contará com versão digital para celulares Android

Marcus Iglesias

Lançado em 2015 como publicação impressa, o Guia Comum do Centro do Recife, da pesquisadora Bruna Rafaella Ferrer, é uma tentativa de fazer os amantes da capital pernambucana, em tempos modernos e apressados, a contemplarem a cidade sob outro olhar, percebendo os locais que o recifense costuma passar diariamente, mas que hoje em dia estão ‘esquecidos’. Antes restrita apenas ao livro, a iniciativa agora vai contar com um aplicativo gratuito para sistema Android que será lançado nesta próxima quinta-feira (30) na loja do Google Play.

Com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, o app também foi organizado por Bruna, que contou com uma equipe formada pela desenvolvedora Paula Pinphon e por Flávio Guimarães, webdesigner da empresa Smartpromo.

“Neste primeiro momento temos o lançamento da versão Android, com a abertura da geolocalização e participação dos usuários. Num segundo, daqui a um mês, teremos o lançamento da versão iOS e dos filtros de câmera. A partir daí vamos preparar as atividades na cidade, abertas ao público, para que as pessoas possam conhecer o aplicativo de perto. Uma das ações que planejamos é uma visita guiada com base nas sugestões do guia”, detalha Bruna Rafaella.

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Neste primeiro momento apenas a versão Android do aplicativo foi lançada. A expectativa é que até janeiro seja lançada a versão iOS e os filtros de câmera do app

Composto por três áreas principais, o app tem a intenção de estimular uma relação mais contemplativa, lúdica e crítica com locais e situações de invisibilidade no cotidiano das cidades, tomando como ponto de partida o Recife. A primeira se trata da geolocalização do conteúdo do livro Guia Comum do Centro do Recife, no qual o usuário poderá navegar virtualmente pelo índice através de um mapa e de geração de rotas.

“Estamos ampliando a experiência do livro, e na internet um dos recursos que vamos poder usar é a inclusão de sons. Isso inevitavelmente gera um conteúdo novo. Alguns exemplos são o barulho da paisagem sonora do Centro do Recife ou até personagens como o Índio da Cobra, uma figura que aparece na Praça do Diário com um animal do tipo e falando sobre sua tribo. O som de cavalos andando na cidade é outro destaque, essa que é uma coisa tão curiosa do Recife, a congregação da vida urbana com a rural no mesmo ambiente”, revela a realizadora do aplicativo.

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‘Lugares para levantar o olhar’ é também uma das categorias do índice do Guia Comum do Centro do Recife

A segunda parte do app, um formulário de participação e sugestão de novos conteúdos pelo usuário, vai possibilitar a incorporação de textos e das mídias fotografia e áudio no guia. “Os usuários estão livres para indicarem lugares e situações, e a ideia é que eles captem essa sugestão de perceber a cidade de uma maneira mais poética e criativa”, pontua Bruna Rafaella. “Todo esse conteúdo vai passar por uma mediação e depois atualizaremos no guia. É possível que a depender do conteúdo que vá chegar pra gente, e a partir da reflexão dos usuários, surjam novas categorias para o índice”.

Por enquanto, doze categorias, que formam o chamado ‘índice poético’, norteiam o Guia Comum do Centro do Recife. Lugares que se movem, lugares invisíveis, lugares de silêncio, lugares que resistem e lugares para comer pão em formato de bicho são algumas delas.

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Publicação imprensa do ‘Guia Comum do Centro do Recife’ foi lançada em 2015 e contou com incentivo do Funcultura

O terceiro componente do aplicativo, os filtros de câmera, será desbloqueado, segundo Bruna, ainda este ano, junto ao lançamento da versão iOS. Com os filtros, será possível aplicar conversão de cores com a identidade visual do projeto (rosa e azul) para as fotografias dos usuários. “A gente quer aproveitar a memória afetiva das pessoas para dar visibilidade a lugares que são muito forte dentro dessa perspectiva, mas que não aparecem em guias turísticos. Pode ser desde um conteúdo subjetivo até algo maior, o importante é seguir a linha de raciocínio do Guia”, sugere a realizadora.

Sobre o Guia Comum do Centro do Recife – É uma publicação artística produzida com incentivo do Funcultura a partir de um desdobramento colaborativo do projeto Arqueologia do presente, idealizado pela artista visual e pesquisadora Bruna Rafaella Ferrer. Resultado de um ano de pesquisa voltada para questão do processo de modificação da paisagem urbana do Recife, no Guia foram levantados cerca de quarenta lugares e situações de resistência no centro da cidade, sob a ótica de ilustradores, escritores, cinéfilos, moradores, comerciantes, urbanistas, músicos, entre outros flaneurs contemporâneos.

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