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Funcultura

Janela Internacional de Cinema do Recife divulga curtas-metragens selecionados

Quarenta e duas obras de doze países serão exibidas no Cinema São Luiz e Cinema da Fundação. Entre os escolhidos, estão quatro filmes pernambucanos.

Cleiton Thiele/PressPhoto

Cleiton Thiele/PressPhoto

Depois de premiação em Gramado, Júlio Cavani estreia “História Natural” no Recife.

Os curta-metragens tem espaço privilegiado na programação do festival Janela Internacional de Cinema do Recife. Todos os anos, o festival atrai muitos realizadores interessados em exibir seus filmes na mostra competitiva. Este ano 1005 trabalhos de 33 países foram submetidos a processo seletivo, um recorde do festival que chega a sua sétima edição. Destes, foram selecionadas 42 obras de doze países, sendo 22 curtas brasileiros e 20 estrangeiros. Confira a abaixo a lista dos filmes.

Os curtas selecionados vão competir na seleção de nacionais e internacionais nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme. Na mostra nacional participam curtas de sete estados. De Pernambuco, foram selecionados quatro trabalhos: “História Natural”, de Júlio Cavani (prêmio de melhor desenho de som no último Festival de Gramado); “Loja de répteis”, de Pedro Severien; e os inéditos “João Heleno dos Brito”, de Neco Tabosa; e “Noites traiçoeiras”, de João Lucas Melo Medeiros. Tanto o festival quanto os quatro curtas pernambucanos selecionados tem o incentivo do Funcultura, do Governo de Pernambuco, o que mostra a importância do fundo público para a produção e difusão do cinema. O Janela é organizado pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas e conta com patrocínio da Petrobras, além do incentivo estadual.

Celso Hartkopf e Raul Souza.

Celso Hartkopf e Raul Souza.

Cartaz do curta “Loja de Répteis”, de Pedro Severien, selecionado para o festival.

“Estamos felizes com a seleção de curtas que será apresentada nessa 7ª edição. Sempre é um processo difícil escolher filmes e montar programas a partir de mais de mil inscrições. Mas acredito que chegamos a um equilíbrio interessante de descobertas, somadas a filmes de autores que acompanhamos há vários anos como Miguel Gomes, Marcelo Caetano, Gabriela Amaral Almeida, Gustavo Beck e outros, que têm sido destaques em festivais importantes como Cannes, Locarno, Brasília e Festival de Curtas São Paulo”, explica Emilie Lesclaux, produtora executiva e fundadora do festival, ao lado do diretor e programador Kleber Mendonça Filho.

Além de Emilie, participaram da seleção de curtas nacionais os jornalistas e pesquisadores Rodrigo Almeida e Luís Fernando Moura, o roteirista Luiz Otávio Pereira e o cineasta Leonardo Lacca. A comissão de curtas internacionais foi formada por Emilie, o ator Fábio Leal e o sócio da Cinemascópio Produções, Winston Araújo.

Para Rodrigo Almeida, a seleção nacional deste ano revela a vocação e o amadurecimento de uma geração de diretores para narrativas ficcionais próprias dos longa-metragens. “Aumentamos a duração de alguns programas, pois a maioria dos curtas oscila entre 20 e 25 minutos”. Como exemplo, ele cita “Estátua”, de Gabriela Amaral, e “A era de ouro”, de Leonardo Mouramateus. Por outro lado, Rodrigo ressalta obras com grande poder de síntese, como “Kyoto”, de Deborah Viegas, com duração de oito minutos.

Este ano, o Janela será realizado entre 24 de outubro e 2 de novembro, no Cinema São Luiz e Cinema da Fundação. A previsão é que 150 filmes serão exibidos, em mostras competitivas de curtas e longas, sessões de grandes clássicos do cinema e mostras não competitivas. A programação completa será divulgada no dia 14 de outubro.

Mais informações: www.janeladecinema.com.br

Mostra Nacional

- A Era de Ouro (Ceará), de Leonardo Mouramateus
- Dia Branco (São Paulo), de Thiago Ricarte
- Estátua! (São Paulo), de Gabriela Amaral Almeida
- Gigante (Rio de Janeiro), de Rafael Spínola
- História Natural (Pernambuco), de Júlio Cavani
- João Heleno dos Brito (Pernambuco), de Neco Tabosa
- Kyoto (São Paulo), de Deborah Viegas
- La Llamada (São Paulo), de Gustavo Vinagre
- Loja de Répteis (Pernambuco), de Pedro Severien
- Malha (Paraíba), de Paulo Roberto
- Noites traiçoeiras (Pernambuco), de João Lucas Melo Medeiros
- Nua por dentro do couro (Maranhão), de Lucas Sá
- O Arquipélago (Rio de Janeiro), de Gustavo Beck
- O Bom Comportamento (Rio de Janeiro), de Eva Randolph
- Ocaso (Rio de Janeiro), de Bruno Roger
- O Clube (Rio de Janeiro), de Allan Ribeiro
- Quinze (Minas Gerais), de Maurilio Martins
- Sandra Espera (Minas Gerais), de Leonardo Amaral
- Si no se puede bailar, esta no es mi revolución (São Paulo / Cuba), de Lillah Halla
- Tejo Mar (Rio de Janeiro), de Bernard Lessa
- Vailamideus (Ceará), de Ticiana Augusto Lima
- Verona (São Paulo), de Marcelo Caetano

Mostra Internacional

- A Caça Revoluções/ The Revolution Hunter (Portugal), de Margarida Rego
- Abandoned Goods (Inglaterra), de Ed Lawrenson
- An Der Tur / At the Door (Alemanha), de Miriam Bliese
- Cambodia 2099 (França), de Davy Chou
- En Août/ In August (Suíça), de Jenna Hassej
- La Reina/ The Queen (Argentina), de Manuel Abramovich
- Me Tube (Áustria), de Daniel Moshel
- Nevermind (Canadá), de Jean-Marc E. Roy
- Oh Lucy (Japão), de Atsuko Hirayagi
- Person to Person (Estados Unidos), de Dustin Guy
- Ponto Morto/ Idle Road (Portugal), de Pedro Peralta
- Redemption (Portugal), de Miguel Gomes
- Rio-me porque és da aldeia e vieste de burro ao baile (Portugal), de Stealing Orchestra & Rafael Dionísio
- Tant qu’il nous reste des fusils à pompe/ As long as shotguns remain (França), de Caroline Poggi e Jonathan Vinel
- The Chicken (Alemanha), de Una Gunjak
- The Dark, Krystle (Estamos Unidos), de Michael Robinson
- Tornistan/ Backward Run (Turquia), de Ayce Kartal
- Triangulo Dourado/The Golden Triangle (Portugal), de Miguel Clara Vasconcelos
- Washingtonia (Grécia), de Konstantina Kotzamani
- Wind (Alemanha), de Robert Löbel

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