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Janela Internacional de Cinema inicia maratona de mais de cem filmes

Festival segue até 20 de outubro nos cinemas São Luiz e Fundação.

Divulgação

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“Faça a Coisa Certa”, drama explosivo de Spike Lee (1989), estreia o programa Clássicos do Janela

A partir dessa sexta-feira (11/10) o 6º Janela Internacional de Cinema do Recife exibe, entre sessões no Cine São Luiz e no Cinema da Fundação, uma maratona com mais de cem filmes. A abertura do festival, que tem incentivo do Funcultura/Governo de Pernambuco e patrocínio da Petrobrás, introduz o olhar crítico do evento que neste ano mira o tema Manifestações. “Faça a Coisa Certa”, drama explosivo de Spike Lee (1989), estreia o programa Clássicos do Janela, às 18h30. A noite segue com sessão especial do curta “Censura Livre” (Ivan Cordeiro, 1979), e apremière da mostra competitiva de longas com o aguardado longa pernambucano “Tatuagem” (Hilton Lacerda). Confira a programação completa AQUI.

“Faça a Coisa Certa”, um dos mais aclamados e controversos filmes de Spike Lee, aborda os conflitos raciais e a violência presentes no subúrbio nova-iorquino do Brooklyn. Uma confusão numa pizzaria de bairro é o cenário perfeito para mostrar a verdadeira “panela de pressão” que é o convívio, nem sempre ameno, entre pessoas de diferentes etnias.

“Censura Livre”, fruto do ciclo pernambucano de Cinema Super 8, foi feito no Recife e fala sobre a demolição dos antigos cinemas de rua da cidade. Tal registro histórico abre o Janela pela congruência temática com o festival deste ano, além de ser considerado um filme raro, pouco visto na cidade. A cópia foi restaurada em 2K e passado para DCP com o apoio do festival e terá a presença o diretor, Ivan Cordeiro, na sessão.

“Pela primeira vez, tentamos contribuir com um sentido prático de arquivo e preservação. Fizemos um pequeno gesto, mas acreditamos, significativo, de viabilizar, com um investimento do festival, o escaneamento e cópia digital nova do filme. Esse gesto dá mais alcance com essa cópia digital nova à memória de um filme que resulta, 34 anos depois, num arquivo vivo e a cores de lugares que não existem mais: os antigos cinemas de bairro recifenses que estavam sendo fechados e demolidos à época das filmagens. E demolição, claro, é um tema atualíssimo na cidade do Recife”, diz Kleber Mendonça Filho, diretor e curador do festival.

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