Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Funcultura

Janela Internacional do Cinema do Recife abre com Tatuagem

O festival vai de 11 a 20 de outubro, com competição de longas, exibição de curtas, sessões especiais e oficinas

Divulgação

Divulgação

Filme de Hilton Lacerda é um dos mais aguardados

Começa no próximo dia 11 de outubro a 6ª edição do Janela Internacional de Cinema do Recife. O evento, que tem incentivo do Governo do Estado, por meio do Funcultura, e patrocínio da Petrobrás, segue até o dia 20 de outubro e, mais uma vez, ocupa o Cinema São Luiz e o Cinema da Fundação, com mostras de curtas, programa de clássicos e seleções especiais, projetados em 2 e 4K, DCP (Digital Cinema Package), 35mm e 3D digital. Além disso, na edição deste ano, o Janela inaugura sua mostra competitiva de longas-metragens. Abrindo o festival e a competição, o Cinema São Luiz traz, a partir das 21h30, o esperado longa pernambucano “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, e o curta “Censura livre”, fruto do ciclo pernambucano de Cinema Super 8, filmado em 1979, por Ivan Cordeiro.

Além de “Tatuagem”, disputam a mostra competitiva – que não terá divisão entre “brasileiros” e “estrangeiros” – os filmes “Depois da chuva” (Cláudio Marques e Marília Hughes), “O lobo atrás da porta” (Fernando Coimbra), “Avanti Papolo” (Michael Wahrmann), “Gatinha estranha” (Ramon Zürcher), “O ato de matar” (Joshua Oppenheimer), “Quando a noite cai em Bucareste ou metabolismo” (Corneliu Porumboiu), “Metalhead” (Ragnar Bragason) e “Um estranho no lago” (Alain Guiraudie).

O júri da mostra competitiva de longas é composto pelos brasileiros João Luiz Vieira (professor e acadêmico) e Gabriel Martins (roteirista e cineasta de Minas Gerais), além do britânico Mark Peploe, roteirista de “O passageiro”, de Michelangelo Antonioni, e vencedor, junto com Bernardo Bertolucci, do Oscar de 1988 de melhor roteiro adaptado, por “O último imperador”. Peploe também irá apresentar e conversar com o público na sessão da versão restaurada deste último, exibida em 3D, no Festival de Cannes deste ano.

Sessões especiais
Este ano, os longas não marcam presença somente na mostra competitiva. O Janela traz na programação três estreias importantes de filmes pernambucanos. Além do resgate de “Censura livre”, do diretor Ivan Cordeiro, filmado originalmente em Super 8, em 1979, e agora apresentado em DCP, os filmes “Uma passagem para Mário” (Eric Laurence), “Amor, plástico e barulho” (Renata Pinheiro) e “O homem das multidões” (Marcelo Gomes e Cao Guimarães) têm suas primeiras exibições já com grande expectativa na cidade.

Também na sessão especial, o longa cearense “Doce amianto” (Guto Parente e Uirá dos Reis), que será exibido na programação do cineclube Dissenso. E ainda “Pausas silenciosas”, curta de Mariana Lacerda que faz homenagem ao fotógrafo pernambucano Alcir Lacerda, e “Mar negro”, filme de terror brasileiro, dirigido por Rodrigo Aragão, que foi apresentado no Festival do Rio deste ano. Outro na sessão especial é o recém finalizado “Sob a pele”, de Pedro Sotero e Daniel Bandeira, que fala de um reencontro inusitado de um casal – e de um acerto de contas onde o corpo dá forma, na sua superfície, aos desejos e pendências entre os personagens. O curta recebeu duas premiações no último festival de Brasília.

Oficinas
O Centro Cultural Brasil-Alemanha, parceiro importante do Janela, promove a oficina “Documentário Sociocultural”, coordenada por Juan Sarmiento G., premiado cinegrafista colombiano radicado na Alemanha desde 2003. Durante o workshop, os participantes – jovens talentos com experiência em filmagem/mídia de comunidades de baixa renda da Região Metropolitana do Recife – produzirão curtas de 5 a 7 minutos, com temas escolhidos por eles e relacionados com a vida nos seus bairros. Nos curtas será priorizada uma narrativa com imagens evitando utilização de entrevistas nos filmes.

Além disso, o Janela promove, desde o primeiro ano, o Janela Crítica, que seleciona sete interessados em crítica de cinema. Selecionados entre 45 inscritos, os participantes desta sexta edição serão acompanhados pelo jornalista e crítico Luís Fernando Moura. Eles terão passe livre no evento, cobrirão as diversas mostras e programas para um blog oficial e, ao final do trajeto, farão suas apostas também em um júri especial.

Encontros do Janela
Este ano, o Janela promove, de segunda a sexta, todas as manhãs, às 10h30, no Cinema da Fundação, encontros com mesas, seminários e debates de temas importantes para o festival.

Participam das atividades, nomes como Mariana Porto e Pedro Severien, numa grande discussão com o tema cinema e política; o pesquisador, curador e crítico João Luiz Vieira, com uma aula de cinema intitulada “O espetáculo começa na calçada”; também Mathilde Henrot e Alessandro Raja (do site FestivalScope, plataforma digital de distribuição de filmes inéditos para festivais de cinema do mundo inteiro), que se unem a Paula Gastaud (da Itunes Brasil) e Fernando Mendonça (Making Off), para falar sobre “Filmes na Internet: como mostrá-los e vendê-los. Pirataria ou Compartilhamento, coisa boa ou encrenca?”.

Além disso, acontece dentro do Janela o lançamento de “O cinema sonhado”, livro biográfico sobre o cineasta e aviador Pedro Teófilo Batista escrito por seu neto, Josias Teófilo.

Clássicos do Janela
A seção Clássicos do Janela tornou-se uma das marcas do festival, utilizando o porte e a historia do Cinema São Luiz como elemento essencial para o sucesso desse conceito. O São Luiz exibirá filmes do passado que fazem parte da historia do cinema, das pessoas e, muitas vezes, dessa própria grande sala.

Este ano serão exibidos “O bebê de Rosemary”, “A mosca”, “Os embalos de sábado à noite”, “Um tiro na noite”, o clássico western “Era uma vez no Oeste” (Sergio Leone), o filme punk “O sentido da vida – Monty Python” ( Terry Jones), ” Faça a coisa certa (Spike Lee) e o vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1968 “Se… “, primeiro filme do ator Malcolm McDowell.

Curtas
Este ano, mais de mil filmes foram inscritos, batendo recorde do festival, um crescimento de cerca de 20% em relação a outras edições. Foram selecionados 21 curtas brasileiros e 19 estrangeiros. Os curtas vão competir na seleção de nacionais e internacionais nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme. Na lista dos nacionais, produções de oito estados brasileiros. Entre os pernambucanos, estão “Em trânsito” (Marcelo Pedroso), “Deixem Diana em paz” (Júlio Cavani) e “Au revoir” (Milena Times).

Metade das inscrições vieram de fora do Brasil, com filmes da Espanha, Alemanha, Portugal, Estados Unidos, França, Canadá e Inglaterra. Entre os destaques, os curtas portugueses “Gambozinos” (João Nicolau) e “O Corpo de Afonso” (João Pedro Rodrigues) e o belga “Plot point trilogy – part three” (Nicolas Provost).

Participaram do processo de seleção, produtora executiva do Janela, Emilie Lesclaux, Luiz Otávio Pereira, os jornalistas Luís Fernando Moura e Rodrigo Almeida, o ator Fabio Leal e o designer e crítico Fernando Vasconcelos.

Saiba mais sobre o Janela Internacional do Cinema do Recife e os filmes da programação AQUI.

Serviço
VI Janela Internacional de Cinema do Recife
De 11 a 20 de outubro
Cinema São Luiz – Rua da Aurora, 175, Boa Vista
Cinema da Fundação – Rua Henrique Dias, 609, Derby
Preço: Longas (R$ 4,00 e R$ 2,00) // Curtas (R$ 1,00)

< voltar para home