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Funcultura

Kadu Xukuru inaugura a mostra “Mata Sul Terra Indígena” na Casa Balea

“Mata Sul Terra Indígena” é nome da nova exposição que será inaugurada nesta quinta-feira (28), na Casa Balea, em Olinda. O artista visual Kadu Xukuru traz o futurismo indígena em 20 fotografias com colagens digitais, impressão em Canvas, sobre tela, 100% algodão e molduras em madeira de lei. Nelas ele expressa sua poética em torno da história de sua família e de outros indígenas, representando um universo onde os indígenas continuam vivos, resistindo e sendo protagonistas de suas próprias histórias. Esta é a quarta exposição projeto “Agregados”, que resgata A Casa do Cachorro Preto na Casa Balea e tem o incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura. A curadoria é de Beatriz Arcoverde e Raoni Assis

O “Futurismo Indígena” é um movimento que consiste em arte, literatura, quadrinhos, músicas e outras formas de expressão e perspectivas originárias de futuro, passado e presente. Indígenas naturais da Zona da Mata Sul de Pernambuco são fotografados pelo artista e retratados de diversas formas, realizando as mais variadas atividades. “Evocamos uma infinidade de subjetividades presentes nos nossos povos nos dias de hoje e que estarão presentes no futuro que ainda viveremos”, explica Kadu.

As obras constroem um cenário futurista que parece impossível aos olhos da colonização e dos colonizados, retratando a força, o poder e o conhecimento milenar que não são destruídos pelo tempo, mas sim fortificados. “A Mata Sul de Pernambuco foi e segue sendo um local de muita resistência indígena, apesar de tanta violência e de diversos mecanismos de apagamento da identidade indígena, os povos seguem vivas e vivos, retomando e reivindicando o direito a terra para manutenção da cultura, semente enterrada não morre”, conclui o artista.

ARTISTA - Kadu Santos tem 26 anos e é de origem Xukuru. Atua como artista visual, trabalhando com o conceito do futurismo Indígena. Tem formação em design gráfico e atualmente cursa licenciatura em história na UNICAP. Mora em Escada (PE) e compõe o Mata Sul Indígena, um movimento de retomada da Zona da Mata Sul de Pernambuco, região do estado que teve todos os seus aldeamentos destruídos e hoje lutam pelo fortalecimento dessa identidade e cultura.

O artista dedica sua primeira exposição individual a Xikão, cacique do Povo Xukuru responsável pela reinvindicação da identidade Xukuru, líder da retomada de vários povos de Pernambuco, assassinado em 1998 e ao líder indígena Manuel Valentim, originário da Aldeia de Escada e da Aldeia do Riacho do Mato

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