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Livro incentivado pelo Funcultura, “Cordão” é um dos finalistas do Prêmio Jabuti

A publicação concorre na categoria Projeto Gráfico, assinado pela designer pernambucana Luciana Calheiros (Zoludesign)

Divulgação

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A obra conta com incentivo do Funcultura

Pernambuco fez bonito na lista dos finalistas do 61º Prêmio Jabuti, anunciada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), nesta última quinta-feira (3). Dentre os autores pernambucanos indicados no prêmio mais abrangente do mercado editorial brasileiro, constam Luna Vitrolira (“Aquenda: o amor às vezes é isso”, na categoria poesia), Adrienne Myrtes (“Mauricéa”, na categoria romance), André Neves (“Donana e Titonho” e “Manu e Mila”, ambos na categoria ilustração), Marcelino Freire (“Bagageiro”, na categoria contos), Luciana Calheiros (“Cordão”, na categoria projeto gráfico), esse último livro é uma publicação que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura.

Além deles, destacaram-se ainda quatro publicações editadas pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe): “A Coisa Brutamontes”, de Renata Penzani (Juvenil); “Povo xambá resiste: 80 anos da repressão aos terreiros em Pernambuco”, de Marileide Alves (Biografia); “TPN -Teatro Popular do Nordeste: o palco e o mundo de Hermilo Borba Filho”, de Luís Reis (Ensaios); e na categoria Impressão, “Clementina Duarte: 50 anos de arte e design”, rodado na gráfica da Cepe.

“Cordão”  - O livro foi desenvolvido na Zoludesign, com a participação de Luciana Calheiros, Aurélio Velho e Gabriela Araújo. É uma publicação de fotografias de Eduardo Queiroga, com curadoria de Ana Lira, ensaio de Fabiana Moraes e produção de Júlia Morim. A impressão e o acabamento foram realizados na Ipsis Gráfica.

O fotógrafo Eduardo Queiroga ao longo de dez anos documentou práticas e saberes de parteiras tradicionais de Pernambuco. Ele conseguiu captar de forma natural o cotidiano dessas mulheres que exercem esse ofício tão antigo e importante. O livro Cordão reflete esse universo.

A intenção do Queiroga era que o tema não fosse identificado logo no início do livro e o leitor fosse entrando no ambiente das parteiras aos poucos. O título Cordão carrega essa ambiguidade e o cordão de algodão enrolado no livro surge como contraponto ao cordão umbilical. Havia também a solicitação que não houvessem áreas brancas, então mesmo nos intervalos entre as fotos, usamos cor. Optamos por cores pastéis presentes nas imagens e no universo popular, principalmente nas paredes das casas e nos papéis dos folhetos da literatura de Cordel.

O formato do livro foi definido para aproveitar melhor a proporção das imagens e optamos por usá-las sempre sangrando, com isso o sentido da leitura é definido pela posição das imagens, ora na vertical ou ora na horizontal. Esse movimento alternado também está presente nos textos e na paginação, sugerindo um exploração mais dinâmica do objeto livro.

“Cordão” foi o único livro brasileiro selecionado como livro do ano pela PhtoEspaña 2019. E também foi finalista no Brasil Design Award, cuja premiação será dia 21 de novembro.

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