Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Funcultura

Livro rememora dez anos de trajetória do Coletivo Lugar Comum

O lançamento da publicação "Comum Singular : 10 (12) anos de Coletivo Lugar Comum", que conta com incentivo do Funcultura, acontecerá no próximo sábado (7), às 18h, na Casa Maravilhas (Boa Vista)

Divulgação

Divulgação

A obra conta com vários recursos de acessibilidade comunicacional

O Coletivo Lugar Comum lançará, no próximo sábado (7), às 18h, o livro “Comum Singular : 10 (12) anos de Coletivo Lugar Comum”, na Casa Maravilhas. A publicação, que conta com incentivo do Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura, rememora os dez anos da companhia pernambucana, que surgiu em 2007, a partir de encontros de artistas da dança que estavam atuando independentes na cidade e queriam construir um lugar de compartilhamento e troca de ideias, de experiências, de aulas e de questões ligadas à criação.

O lançamento contará com a realização de leituras performáticas de trechos dos escritos do livro, e com tradução em libras do evento. Além do livro impresso, será lançada posteriormente (em outubro deste ano), uma versão da publicação em pdf com recursos de acessibilidade para pessoas cegas e com baixa visão.

O trocadilho de temporalidade no nome da publicação – 10 (12) anos de Coletivo Lugar Comum – tem a ver com o tempo de maturação de dois anos que foi preciso para organizar os seus conteúdos e resultados. Durante os anos de 2017 e 2018 os artistas integrantes do Lugar Comum se reuniram em torno da tarefa de levantar e olhar para material relativo às ações nos últimos 10 anos. Um trabalho interno de revisitar nossa própria trajetória na busca de aprofundar a integração entre do passado e o trabalho que desenvolvem até hoje. Ao longo desse tempo foram feitas leituras de textos sobre memória e arte; práticas de dança sobre corpo, memória e a trajetória do Coletivo. Foram realizados encontros para conhecer mais as histórias do coletivo: como começou, como cada integrante entrou no coletivo, como as criações foram nutridas, as organizações de nossas sedes, as férias conjuntas, os projetos que não foram aprovados, as viagens com espetáculos, os filhos, etc. Também acessou-se fotos e vídeos dessa história, e todo material foi organizado num HD do Coletivo, salvaguardando essa memória.

A partir dessa pesquisa alguns integrantes do Coletivo elaboraram textos sobre as memórias singulares de cada um e as construções coletivas, que estarão em um livro de memória desses 10 anos. Uma perspectiva que traz a multiplicidade das vozes dos integrantes do coletivo como possibilidade de escrita de suas várias histórias. A publicação está sendo realizada em uma parceria do Coletivo Lugar Comum com a Titivillus Editora, e com incentivo do Funcultura. E conta com a organização de Roberta Ramos, Liana Gesteira e Conrado Falbo.

O projeto gráfico do livro dialoga com os conceitos desenvolvidos pelos organizadores, em duas cores, magenta e ciano, expõe o clima e a temperatura do coletivo: entre o mar e a luta. Afetividade e compromisso ético, singular e comum. A produção do livro foi híbrida combinando técnicas artesanais e industriais, a capa em serigrafia e o miolo em ofsete. Foi imprescindível o desenvolvimento do projeto gráfico e edição feitos por Rodrigo Acioli, da Titivillus Editora (PE) e a produção gráfica realizada por Daniel Barbosa, da Caderno Listrado (SP).

TEXTOS - Os textos que compõem o livro propõem um olhar para a memória do Coletivo contada a partir das experiências pessoais, mais do que contar sobre as obras ou os grandes feitos artísticos. De uma maneira poética, às vezes política, outras vezes subjetiva, cada autor foi revelando suas histórias de construção no Coletivo. O texto de Roberta Ramos aborda a relação concreta e metafórica dos artistas do Coletivo com o mar; Lorena Cronemberger revela as entrelinhas da maternidade dentro desse coletivo; Virginia Laraia fala da gestão por afetos que acontece no grupo; Liana Gesteira remonta uma possível trajetória histórica e dos princípios que regem o Coletivo; Conrado Falbo discute as relações entre espaço e política; Clara Camarotti fala da beleza do corpo estranho e sensível; Silvia Góes relata o entrelaçamento entre sua caminhada pessoal que é também coletiva. Existem ainda cartas escritas por Maria Agrelli, Priscila Figueroa e Paloma Granjeiro. E um glossário com todas as expressões e piadas internas corriqueiras entre seus integrantes escritas conjuntamente por todos integrantes. Uma proposta de dar a ver a relação intensa entre arte e vida que o Lugar Comum se propõe e exercita como coletivo artístico.

HISTÓRIA - O Coletivo Lugar Comum surgiu em 2007, primeiramente de artistas da dança que estavam atuando independentes na cidade e queriam construir um lugar de compartilhamento e troca de ideias, de experiências, de aulas e de questões ligadas a criação. Em 2011 o Coletivo passou a ter outra formação de integrantes agregando um grupo de artistas com atuação em diferentes linguagens (dança, teatro, performance, música, literatura, artes visuais) e também produtores. Hoje somos 14 integrantes: Conrado Falbo, Cyro Morais, Juliana Beltrão, Liana Gesteira, Lorena Cronemberger, Luciana Raposo, Maria Agrelli, Maria Clara Camarotti, Paloma Granjeiro, Priscilla Figuerôa, Renata Muniz, Roberta Ramos, Sílvia Góes e Virginia Laraia.

O Coletivo se propõe a ser uma alternativa às formas de organização e gestão de grupo centralizadoras e hierarquizadas e atua com um pensamento de criação colaborativo. Nossa atuação política é no entendimento da arte como vida, construindo assim outras relações de trabalho e de modelos de criação, que sejam coerentes com a visão de mundo de cada integrante. Ter um ambiente de criação formado por pessoas que investem na arte como profissão e com eles poder partilhar idéias, inseguranças, crises, conquistas, questionamentos, experiências, garante um sentimento de alteridade e cumplicidade importante para estar no mundo. O Coletivo Lugar Comum é formado por pessoas que acreditam no afeto como força, como construção. E nesse sentido, criar um coletivo de pessoas onde se possa afetar e ser afetado é indispensável para viver.

Serviço
Lançamento do livro “Comum Singular: 10/12 anos de Coletivo Lugar Comum”
Quando: sábado (7), às 18h
Onde: Casa Maravilhas (Rua do Riachuelo, 641 – Boa Vista – Recife/PE)
Valor do livro: R$ 30
Evento gratuito

< voltar para home