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Lulu Araújo lança seu novo disco “Lululoops” nas plataformas digitais

Divulgação

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O disco conta com 10 faixas e foi produzido por Missionário José, um dos integrantes da banda Mombojó

Conhecida como uma das integrantes do grupo “Fadas Magrinhas”, Lulu Araújo lança, na próxima quarta-feira (30), seu novo álbum “Lululoops”, nas principais plataformas digitais de áudio. Com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, o disco conta com 10 faixas, fortemente marcadas pelas misturas de bases eletrônicas com música regional, Tom Zé com ciranda, letras autorais e afetivas com o cancioneiro popular do Congo.

“Esse disco me devolveu a possibilidade de viver referências eletrônicas que neguei, por causa da geografia da minha formação musical. Fui criada no Sertão, não me identificava com nada que não soasse nordestino”, afirma Lulu, que já tocou com grandes mestres, como Naná Vasconcelos e Alceu Valença e, desde 2006, tem como foco as crianças, com quem atua também em sala de aula.

Quem assina a produção e direção musical do álbum é Missionário José, doutor em Música pela USP, professor e integrante do grupo Mombojó. “Ter Zé como parceiro foi fundamental para poder implementar as mudanças que tanto quis”, conta Lulu. Ela explica que foi o produtor quem conspirou, com diversos parceiros, as bases eletrônicas que definiram os rumos do disco, pautando, inclusive, a identidade visual do projeto. A arte gráfica do álbum, assinada por Dani Hasse, traduz essa mistura de pop com cultura popular, instigando e convidando o público à interação com a obra.

Parcerias e participações - Para trazer ao álbum um efeito de mosaico, apresentando uma sonoridade diferente a cada música, o projeto conta com parceiros de várias escolas e diferentes estilos musicais. Participam do disco desde Marley no Beat, um dos responsáveis pelo sucesso do Brega Funk no país, até as bandas pernambucanas Diversitrônica e Estesia, com direito ao luxuoso vocal de Carlos Filho na faixa “Salva a Humanidade”, além dos músicos e produtores Ricardo Fraga, Pedro Itan e do renomado produtor Kassin. Gilú Amaral assina todas as percussões e arranjos percussivos.

“No fundo, acho que a identidade desse disco é a identidade de Lulu enquanto artista, que está buscando novos caminhos e sonoridades. Cunhamos até uma classificação de gênero para ele: ‘Björk Família Pancadão’”, brinca Missionário José, que, nessa rara incursão pelo universo infantil, escolheu a dedo cada parceiro que se encaixava na estética que ele e Lulu sonharam e soaram juntos. “O disco conta ainda com Leo D na mixagem, teclados e sintetizadores. E eu aproveitei a oportunidade de estarmos trabalhando com o Kassin pra realizar um sonho: gravar Pedal Steel com Rick Ferreira”, acrescenta José.

Repertório - Outra participação que Lulu faz questão de ressaltar é a de Fernanda, filha única da cantora, que compôs e canta com ela a faixa “ Um Dia Perfeito”. Foi Fernanda, aliás, quem inventou o nome do disco, dando o empurrão que faltava para Lulu explorar novas rotas musicais, para além da Fada Magrinha. “Quando comecei a sonhar com esse disco, lembrei de Naná Vasconcelos e de suas referências eletrônicas desconstruídas em sonoridades orgânicas. Enxerguei nesse loop um caminho pra mim também”, conta Lulu, que destaca outra trilha afetiva do disco: a música “Sentidos”, que compôs com Mariana D’Oliveira, grande amiga da artista.

Já “Lululoops”, música de trabalho do álbum, ela explica que surgiu no trânsito, enquanto brincava de cantar para os males espantar. “A música saiu de vez, como se já tivesse pronta em algum lugar. Apresentei pra Zé, que, de cara, disse que rendia um brega funk massa”. Para “Rappy”, Lulu contou com duas lapas de reforços na composição e interpretação, dando as mãos a Mariane Bigio e Claudia Soul para celebrar a infância. Outra participação especial é a de Chinaina, na faixa “Trava língua”, que propõe uma versão contemporânea e ousada para as tradicionais pelejas fonéticas da língua portuguesa.

Para além do autoral, o disco segue num passeio comprido, de Pernambuco à África, honrando nomes como Naná, Moreno Veloso e Tom Zé, celebrados nas músicas “Forró do Antero”, “How Beautiful” e “Salva a Humanidade”, respectivamente. Tem até “Tubarão” no repertório. A música de Alessandra Leão ganhou uma versão que mergulha nas águas profundas das sonoridades pernambucanas, misturando ciranda, coco e brega. Para espalhar acordes ainda mais ancestrais, Lulu escolheu a música “Banaha”, domínio público do Congo, para gravar acompanhada por um coro infantil, que canta – e encanta – a esperança.

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