Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Funcultura

Ópera ‘Domitila’ cumpre temporada gratuita no Recife

Montagem conta com incentivo do Funcultura e estreia nesta quinta-feira, 1º de dezembro, no Teatro Hermilo Borba Filho

Divulgação

Divulgação

A soprano carioca Neti Szpilmann foi cedida pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro para participar da ópera no Recife

O romantismo e sensibilidade de Domitila de Castro Canto e Melo, mais conhecida como a Marquesa de Santos, norteiam a ópera de câmara Domitila, de autoria do músico carioca João Guilherme Ripper. Ao longo de sete anos, a marquesa e Dom Pedro I viveram um romance e trocaram várias cartas entre si – documentos históricos que inspiraram a criação do espetáculo.

No Recife, a peça será encenada a partir desta quinta (1º), e seguirá em cartaz nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de dezembro, no Teatro Hermilo Borba Filho. As sessões do dia 8 e 9 poderão ser plenamente vivenciadas por pessoas com deficiência, pois contarão com recursos de acessibilidade comunicacional. As sessões acontecem de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. A entrada é gratuita.

João Guilherme Ripper atualmente ocupa o cargo de presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que cedeu a soprano carioca Neti Szpilmann para participar da ópera. Ela revezará com a pernambucana Tarcyla Perboire nas oito récitas, sempre acompanhadas por piano, violoncelo e clarinete. A direção cênica e idealização são de Luiz Kleber Queiroz e a direção musical de Antonio Nigro. A também carioca Marisa Avellar, graduada em dança pela Faculdade Angel Vianna, é responsável pela Direção de Movimento.

A ópera foi desenvolvida por Ripper a partir do livro Cartas de Pedro I à Marquesa de Santos, de Alberto Rangel, e conta o último dia de Domitila na corte, no dia em que ela escreve sua despedida comovida a Pedro I. Na época, a Casa dos Bragança impuseram ao jovem imperador e viúvo uma nova esposa, D. Amélia, de estirpe real.

Divulgação

Divulgação

As cartas trocadas entre Domitila e Dom Pedro I formam o cenário do espetáculo

De acordo com Luiz Kleber Queiroz, a personagem se apresenta carregada de emoção ao reviver seu último dia na corte. “Presa em suas próprias lembranças, Domitila, através das cartas que guardou em seu subconsciente, revive repetidamente seus amores, angústias, alegrias e decepções, criando uma atmosfera densa”, explica o diretor Queiroz, que também é barítono e professor de Canto do Departamento de Música da UFPE.

“Esta montagem, encenada em 2010 e reapresentada em 2012 e 2014, recebeu o Prêmio Funarte de Circulação de Música de Concerto e já foi assistida por mais de 1.500 pessoas. Durante esses anos passamos por várias cidades, como Porto Alegre, Joinville, Cuiabá, Campo Grande e Dourados, com sucesso de público e crítica”, revela.

Acessibilidade Comunicacional
As sessões do dia 8 e 9 de dezembro poderão ser plenamente vivenciadas por pessoas com defiência, pois contarão com recursos de acessibilidade comunicacional

Sobre a vida de Domitila
Em 1822, dias antes da proclamação da Independência do Brasil, ela e o Imperador Dom Pedro I se conheceram, e um ano depois já compartilhavam uma casa no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. Após alguns anos recebeu de presente a “Casa Amarela”, como ficou conhecida sua mansão, perto da Quinta da Boa Vista.

Divulgação

Divulgação

Neti Szpilmann revezará com a pernambucana Tarcyla Perboire nas oito récitas, sempre acompanhadas por Antonio Nigro (piano), Pedro Huff (violoncelo) e Gueber Santos (clarinete)

Domitila teve cinco filhos com D. Pedro I e os dois romperam em 1829, por conta das segundas núpcias de D. Pedro I com Amélia de Leuchtenberg. Uma das cláusulas do contrato nupcial dizia que ele deveria afastar-se para sempre de Domitila e bani-la da corte.

Em 1829, a marquesa muda-se para São Paulo onde viveu a última fase de sua vida. Sua casa tornou-se o centro da sociedade paulistana, que lá se reunia para confraternizações em bailes de máscaras e saraus literários. Ela faleceu no dia 3 de novembro de 1867.

Serviço
Ópera Domitila
Quinta (1º), 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de dezembro (Quintas a sábado, às 20h | Domingos, às 19h)
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife)
Gratuito

Ficha Técnica
Idealização: Luiz Kleber Queiroz
Elaboração do Projeto e Coordenação Geral: Maria Aida Barroso
Direção Musical: Antonio Nigro
Direção Cênica: Luiz Kleber Queiroz
Direção de Movimento: Marisa Avellar
Elenco/músicos: Neti Szpilmann (dias 1° / 3 / 9 / 11), Tarcyla Perboire (dias 2 / 4 / 8 / 10), Antonio Nigro (piano), Gueber Santos (Clarinete) e Pedro Huff  (Violoncelo)
Cenário: Thiago Luna
Figurino: Marcondes Lima
Direção de Arte: Marcondes Lima
Iluminação: João Guilherme de Paula
Maquiagem: Geraílton Sales
Audiodescrição: Acessibilidade Comunicacional – Liliana Tavares
Assessoria de Imprensa: Mila Portela/VERBO Assessoria
Designer Gráfico: Letícia Matos / Azul Pavão
Produção: Aymara Almeida e Alice Alves
Apoio: UFPE, Departamento de Música da UFPE, Azul Pavão e Acessibilidade Comunicacional
Patrocínio: Funcultura, FUNDARPE e Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco

< voltar para home