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Pasárgada abriga lançamento dos livros “O Mapa da Rima” e “O Cordel de Escrita Feminina”

Com incentivo do Funcultura, “O Mapa da Rima” e “O Cordel de Escrita Feminina em Pernambuco”, ambos assinados por Eulina Fraca e Shirley Rodrigues, resgatam a história de cordelistas e concentra o foco nas autoras mulheres, geralmente menos citadas. O lançamento das duas publicações será nesta sexta-feira (6), às 19h

Divulgação

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Eulina Fraga e Shirley Rodrigues contam história do cordel

O Espaço Pasárgada, equipamento cultural gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, recebe nesta sexta-feira (6), às 19h, o lançamento de dois livros que utilizam a metalinguagem como ferramenta para contar a história da literatura de cordel. A memória da linguagem, que é Patrimônio Imaterial Cultural Brasileiro, é resgatada sob o ponto de vista da participação das mulheres como autoras e contada, em muitos trechos, a partir da própria estética retratada nos textos. Os dois livros, “O Mapa da Rima” e “O Cordel de Escrita Feminina em Pernambuco”, que contam com incentivo do Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura, são assinados pelas pesquisadoras Eulina Fraca e Shirley Rodrigues e já foram lançados em Portugal, França e Espanha.

As pesquisas para escrever os dois livros duraram um ano e oito meses. O processo de levantamento de dados incluiu visitas a arquivos de cordéis e entrevistas com cordelistas de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Rio de Janeiro. O resultado final é a conclusão de uma ideia desde os tempos de graduação da dupla de pesquisadoras, quando elas se interessaram pela literatura de cordel e decidiram se dedicar a projetos com este tema.

“Nesse tempo de atividade, percebemos a ausência de memória em nossa literatura que retratasse a trajetória do cordel, seus escritores pioneiros e também a presença feminina nesse universo”, conta Shirley.

As autoras escolheram um formato metalinguístico para apresentar o conteúdo reunido. O livro traz alguns versos e trechos alternando poesia e informação descritiva, acompanhados de arte desenvolvida pelo cordelista Leandro de Barros. A publicação foi editada pela Editora Coqueiros, especializada em cordéis. “É um trabalho pioneiro e necessário porque documenta quem somos e reconhece os principais nomes que deram origem a essa expressão”, comenta Eulina.

Em 84 páginas, “O Mapa da Rima” (R$ 20) resgata a história e as obras dos poetas pernambucanos que escrevem, ou seja, de bancada, como Silvino Piruá, criador do romance, e João Matias de Ataíde, um dos maiores tipógrafos brasileiros. No entanto, o mapeamento se volta, em especial, a Leandro Gomes de Barros. Foi ele quem identificou o potencial mercadológico do cordel e deu início à produção da arte impressa no formato já familiar da cultura nordestina.

A soberania masculina encontrada ainda no cordelismo é o mote do livro “O Cordel de Escrita Feminina em Pernambuco” (R$15), concebido a partir da inquietação das escritoras ao perceber a ausência das mulheres em encontros culturais. Na obra, de 40 páginas, elas descortinam a autoria dos cordéis de Maria das Neves Batista. Primeira cordelista brasileira, ela utilizava o nome de seu esposo – Altino Alagoano – para assinar suas criações. Sua primeira produção foi “Violino do diabo e o valor da honestidade”. Ao todo, são aproximadamente 13 mulheres que ganham o reconhecimento por suas obras e têm suas vidas apresentadas aos leitores.

Serviço
Lançamento dos livros “O Mapa da Rima” e “O Cordel de Escrita Feminina”
Quando: 6/9 (sexta-feira), às 19h
Onde: Espaço Pasárgada (Rua da União, 263 – Boa Vista – Recife/PE)
Acesso gratuito

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