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Funcultura

Patrimônio Vivo de Pernambuco, Dedé Monteiro tem obra relançada

Os títulos de Patrimônio Vivo de Pernambuco, concedido pelo Governo do Estado, e de Notório Saber em Cultura Popular, concedido pela Universidade Pernambuco, já dão um indicativo do que representa a obra de Dedé Monteiro. Ainda há outro, dado pelos colegas de letras: Papa da Poesia.

A questão é que, embora muito acessível pessoalmente e sendo citado e recitado, aclamado e declamado há cerca de 50 anos, parte da obra do poeta estava oculta. Estava. Porque agora seus dois primeiros livros, “Retalhos do Pajeú” (1984) e “Mais um baú de retalhos” (1995) estão de volta às estante das livrarias pernambucanas.

Graças ao incentivo do Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, as obras foram reeditadas e serão lançadas na terra natal do autor, Tabira, no Sertão do Pajeú, no próximo dia 13 de maio (sexta-feira), às 19h, no espaço Budega’s. Os dois livros foram editados no formato box e serão vendidos por um preço acessível: R$ 30.

“Vinha sendo cobrado há muito tempo e me cobrava também por esses relançamentos. O que faltava era o como fazer. Aí, chegou a aprovação da reedição dos livros no edital do Funcultura e eu estou, ao mesmo tempo, recebendo e ofertando um grande presente”, declara Dedé. Para a noite de autógrafos, vários artistas da região já confirmaram presença. “Vamos fazer um grande adjunto com muita poesia, música, dança e abraços”, garante.

Perfil
Dedé Monteiro é José Rufino da Costa Neto, nascido em 13 de setembro de 1949, em Tabira – PE, onde reside. Professor aposentado, mantem a casa aberta às constantes visitas. Além de amigos e conterrâneos, o endereço é ponto certo para os viajantes amantes da poesia.

Com olhar e ouvidos atentos ao pai – um admirador, declamador e cantador de cordéis – Dedé despertou cedo para a arte. Escreveu os primeiros versos ainda adolescente, em atividades escolares. Da escrita veio a oralidade, sendo presença certa em eventos culturais diversos. Em seguida, os registros das obras. Além dos dois livros relançados agora, Dedé publicou os livros “Fim de Feira” (2006) e “Meu quarto baú de rimas” (2010) e o CD “Dedé Monteiro Voz e Amigos” (2014).

O livro “Fim de feira” é também o título de um de seus poemas mais conhecidos, retratando o final de uma feira sertaneja. Também vem daí o nome da banda pernambucana “Fim de Feira”, idealizada por Bruno Lins, declarado fã do poeta.

Outro trabalho de amplo destaque é o soneto “As quatro velas”. O poema foi vencedor do Prêmio Internacional Poesia ao Vídeo, promovido pela Fliporto, em 2010. Vale a pena conferir.

Serviço
Lançamento do box Coleção Dedé Monteiro, com os livros “Retalhos do Pajeú” e “Mais um baú de retalhos”
Quando:  13 de maio de 2022 (sexta-feira), às 19h
Onde: Espaço Budega’s (Tabira -PE)

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