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Pesquisa resgata a memória do teatro pernambucano

Com incentivo do Funcultura, o projeto “Um Teatro Quase Esquecido – Painel das Décadas de 1930 e 1940 no Recife”, de Leidson Ferraz, será lançada nesta terça-feira (29), no Teatro de Santa Isabel

E. Baptista/Divulgação

E. Baptista/Divulgação

Foto do espetáculo ‘A Princesa Rosalinda’ (1939), do Grupo Gente Nossa

Desenvolvida pelo jornalista e pesquisador teatral Leidson Ferraz, a pesquisa em artes cênicas Um Teatro Quase Esquecido – Painel das Décadas de 1930 e 1940 no Recife será lançada nesta terça-feira (29), no Teatro de Santa Isabel. Com incentivo do Governo do Estado, através do Funcultura, o trabalho busca revelar mais sobre grupos e artistas que atuavam na capital pernambucana durante o período citado, quando o mercado teatral se ampliou de forma considerável através do surgimento de grupos como o Gente Nossa e o Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), entre tantos outros. A solenidade de lançamento terá início às 19h30, com entrada aberta ao público.

De acordo com Leidson Ferraz, a ideia da pesquisa surgiu após a leitura da dissertação de mestrado de Ana Carolina Miranda, O Grupo Gente Nossa e o Movimento Teatral no Recife (1931-1939), concluída em 2009 no curso de História, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “O surgimento deste coletivo mudou completamente o painel teatral, algo muito pontual naquela época, pois os grupos surgiam e morriam com muita frequência, sem uma espécie de continuidade no repertório e do elenco”, explica o pesquisador.

Além de professor de História do Teatro pernambucano no SESC Piedade e estudante da Pós-Graduação em História pela UFPE, Leidson Ferraz desenvolve outros projetos de acervo e memória do teatro em Pernambuco

Além de professor de História do Teatro pernambucano no SESC Piedade e estudante da Pós-Graduação em História pela UFPE, Leidson Ferraz desenvolve outros projetos de acervo e memória do teatro em Pernambuco

Liderado por Samuel Campelo, o Gente Nossa serviu para construir os alicerces do atual teatro pernambucano, antecedendo a chegada do Teatro de Amadores, de Valdemar de Oliveira, e inspirando a criação de outras companhias. “O TAP nasce com ideias e elencos remanescentes do Gente Nossa, e uma qualidade em cena reconhecida no país inteiro. Além desses dois principais grupos, era comum encontrar coletivos de teatro nos subúrbios e bairros da periferia do Recife, o que tornou este período ainda mais rico para as artes cênicas da capital”, revela Leidson.

Ainda segundo o pesquisador, a proposta da pesquisa é criar um paralelo entre o passado e o momento atual, elencando algumas diferenças e as muitas similaridades entre os dois períodos. “Muita coisa que acontecia no cotidiano dos grupos teatrais daquela época se repete hoje como, por exemplo, a dificuldade de acesso às pautas nos teatros e a atenção excessiva dos produtores ao eixo Rio-São Paulo, sem considerar a produção local”.

Divulgação

Foto da peça ‘Nossa Cidade’ (1949), do Teatro de Amadores de Pernambuco

Toda a pesquisa, desenvolvida ao longo de dois anos de trabalho, está registrada num DVD de dados com mais de 500 páginas e 800 imagens raras que vem sendo doado às bibliotecas e instituições de pesquisa e memória das artes cênicas em Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A propósito, a escolha do Santa Isabel para o lançamento desta pesquisa se deu por uma questão simbólica. Foi lá que aconteceu a montagem da peça Nossa Cidade, de Thornton Wilder, dirigida por Ziembinski em 1949 para o TAP. Este foi um marco na história teatral pernambucana porque, pela primeira vez, o palco ficou nu, sem as tradicionais tapadeiras, coxias e ciclorama, uma proposta ousada que causou surpresa na crítica e no público.

O design e a diagramação do projeto foram de Claudio Lira. Elivânia Araújo, Cleide Silva e Kátia Ivo contribuíram como assistentes de pesquisa. O próprio Leidson Ferraz e Rodrigo Dourado fizeram a revisão de texto, Paulo André Viana foi o proponente e Laura Ferraz cuidou da área administrativa do projeto.

Sobre Leidson Ferraz

O pesquisador é também autor da coleção de quatro livros intitulada Memórias da Cena Pernambucana (em parceria com Rodrigo Dourado e Wellington Júnior no 1º volume), do livro Panorama do Teatro para Crianças em Pernambuco (2000-2010) e da pesquisa Teatro para Crianças no Recife – 60 Anos de História no Século XX. Atualmente, além de professor de História do Teatro Pernambucano no SESC Piedade e estudante da Pós-Graduação em História pela UFPE, desenvolve outros projetos de acervo e memória do teatro em Pernambuco.

>> Serviço
Lançamento da pesquisa ‘Um Teatro Quase Esquecido – Painel das Décadas de 1930 e 1940 no Recife’
Terça-feira (29) | 19h30
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n – Santo Antônio)
Gratuito

>> Publicações

Um Teatro Quase Esquecido – Década de 30

Um Teatro Quase Esquecido – Década de 40

Um Teatro Quase Esquecido – Referências

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