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Funcultura

Primeira edição do Festival da Virada Inclusiva Brasileira começa nesta sexta-feira (3)

Para fortalecer o protagonismo das pessoas com deficiência nas diversas linguagens artísticas, vem aí a primeira edição da Virada Inclusiva Brasileira, o Vibra. O evento nacional de artes múltiplas conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, e está agendado para acontece entre os dias 3 e 7 de dezembro, com transmissão ao vivo pelo YouTube (www.youtube.com/channel/UCHeqN91qRRwnY6kD1eCnYvg).

As atividades iniciam-se nesta sexta-feira (3), Dia Internacional da Pessoa com Deficiência), e seguem até a próxima terça-feira (7). Na programação, que é gratuita, estão exposições fotográficas, oficinas, performances artísticas, mostra audiovisual com obras realizadas ou protagonizadas por pessoas com deficiência, lives e muito mais. Mais informações pelo perfil do Instagram: @vibra.viradainclusivabr.

Segundo as produtoras do evento, as recifenses Liliana Tavares, da Com Acessibilidade Comunicacional, e Germana Pereira, da Tangram Cultural, o Vibra foi criado especialmente para evidenciar a arte produzida por pessoas com deficiência e promover uma reflexão em torno da produção de uma arte por e para todos. Assim, artistas surdos, cegos, com paralisia cerebral e com síndrome de Down farão parte ativamente da programação, não apenas como espectadores, mas como protagonistas, como artistas talentosos e competentes que, por acaso, também possuem alguma deficiência.

De acordo com elas, o projeto foi inspirado na Virada Inclusiva do Estado de São Paulo. “Mas resolvemos ampliar essa ideia para todo país e convidar artistas com deficiência e acadêmicos que pesquisam sobre inclusão e acessibilidade para interagir e compartilhar seus saberes”, explicam. Dessa forma, elas buscam estimular pessoas que trabalham na área artística a pensar e agir de forma mais inclusiva. A opção pelo formato web foi devido à pandemia da Covid 19, mas não somente. A intenção é também a de tornar os conhecimentos oferecidos no Vibra acessíveis para um número maior de pessoas.

Vale ressaltar que toda a programação do Vibra, uma iniciativa financiada pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura-PE), do Governo de Pernambuco, conta com o auxílio das três acessibilidades, que são: audiodescrição, língua brasileira de sinais (Libra) e legenda para surdos e ensurdecidos (LSE).

DESTAQUE - A programação do Vibra será aberta às 10h, no dia 3, uma sexta-feira, com a live “Visibilidade da pessoa com deficiência”, comandada por Fernanda Honorato (RJ), Felipe Gervásio (PE) e Tatiana Martins (PE). O bate papo, que abordará a visibilidade da pessoa com deficiência nas artes e os aspectos que podem ser melhorados quando o assunto é inclusão, abre as atividades das exposições fotográficas.

Assim, o festival apresenta a exposição “Um Outro Olhar”, com uma seleção de 22 imagens que retratam a beleza, resiliência e autoestima de pessoas com deficiência em Pernambuco, como fruto de um projeto realizado pela ONG Deficiente Eficiente, em parceria com a Unicap, e organização de Renata Victor e Carolina Monteiro; e a exposição “Por Contato”, com 72 imagens produzidas por artistas pernambucanos surdos, com curadoria dos fotógrafos e arte-educadores Mateus Sá, Vládia Lima, Rachel Ellis e Eduardo Queiroga. A mostra é resultado de um trabalho desenvolvido pelo grupo FotoLibras, que visa diminuir as barreiras comunicacionais entre surdos e ouvintes.

Também na sexta, às 15h, a live “O protagonismo da pessoa com deficiência no cinema” marcando a abertura da mostra audiovisual. Na conversa, Lara Pozzobon (EUA) e Daniel Gonçalves (RJ) falam sobre o cinema como instrumento de expressão e representação da pessoa com deficiência.

A mostra audiovisual do Vibra traz curtas e longas-metragens realizados ou protagonizados por pessoas com deficiência. Serão três sessões. A primeira, “Assim Vivemos”, apresenta as obras “Mona”, “Meu nome é Daniel” e “O Artista e a Força do Pensamento”.

Na sessão Prêmio Serviço de Acessibilidades VerOuvindo, as obras pernambucanas: “EthxôNanduya”, “Inabitável” e “Mini Miss”. Fechando a mostra audiovisual, a sessão “Viradinha”, com a série pernambucana completa “Bia Desenha”.

Às 18h da sexta (3) rola a live “Poesia em Libras, ampliando o público por meio da tradução”, com Alan Godinho (PE) e Anderson Almeida (PI) conversando sobre a poesia no universo surdo, as possibilidades de traduções entre as duas línguas e a expansão desse gênero para mais adeptos. Fechando o dia, às 20h, acontece a live “Dança e corpos singulares”, com Edu O (BA) e Daniella Forchetti (SP) dialogando sobre formas de dançar alternativas à dinâmica bípede.

No sábado (4), a programação recomeça às 10h com a live “Kubeo, o encantado”, com Raquel Kubeo (RS), que, através da contação de histórias, transporta o público para uma viagem à origem da humanidade segundo a narrativa do povo Kubeo e em seguida dialoga com Elisabet Sá (MG) sobre narrativas literárias, acessibilidade e inclusão.

Às 15h é a vez da live “A linguagem fotográfica e seus diversos olhares”, com Teco Barbero (SP) e Mariana Hora (PE), deficientes visual e auditivo, respectivamente, que contam suas experiências pessoais de acesso à arte fotográfica. Logo depois, às 18h, entra em cena a live com a performance “Não importa a pergunta, a resposta é o amor”, com Dudu do Cavaco (MG), Leo Gontijo (MG) e Maestro Daniel Viana (MG) interpretando, ao vivo, sucessos da MPB.

Fechando o sábado, às 20h, Dudu do Cavaco (MG) e Leo Gontijo (MG) voltam à programação com a live “Música e inclusão”, com a presença de Maria Aída Barroso (PE). Assim, os artistas conversarão sobre suas atuações em projetos de inclusão por meio da música.

O domingo (5) do Vibra inicia às 10h com o Sarau de Poesia, um espaço aberto a poetas para livre expressão e manifestação artística tendo como mote “arte e resistência”. Depois, às 15h, contação com a história “Abayomi: a boneca preta brasileira”, com a artesã Lena Martins (RJ) e vovó Tuninha, a maior boneca feita por ela. Na conversa, elas falam sobre a origem e os significados da Abayomi, boneca preta brasileira.

Às 18h, o público poderá conferir a live “A realidade das salas de cinema e dos filmes acessíveis”, com Michele de Paula (SP) falando sobre a sua primeira experiência numa sala de cinema acessível. Também participam da conversa Michele Alheiros (PE) e Alessandro Vasconcelos (PE). Às 20h é a vez da live “O teatro e suas possibilidades”, com Moira Braga (RJ) e Carolina Teixeira (RN) em um papo sobre seus trabalhos no campo das artes cênicas e da acessibilidade.

Na segunda (6) e na terça-feira (7) serão realizadas oficinas para diferentes turmas. Assim, às 10h Kilma Coutinho (PE) comanda a oficina “Expressar em forma de Desenho”. Depois, às 14h, é a vez da arte-educadora Gabi Severien (PE) ministrar a oficina “Boneca Abayomi”; fechando a programação, das 17h às 19h, Felipe Monteiro (RJ) comanda a oficina “Musicalização Acessível”, compartilhando saberes, por meio de exemplos práticos, sobre como o processo de musicalização torna-se igualitário e possível para as pessoas com deficiência visual (cegas e com baixa visão) graças ao auxílio da audiodescrição.

Ao longo dos cinco dias de programação, o público também poderá conferir cinco performances artísticas autorais, como o espetáculo “O que você vê!”, de Moira Braga (RJ), que propõe uma reflexão sobre o sentido da visão através de um jogo de palavras, gestos e movimentos. Outro espetáculo é o “Ah, se eu fosse Marylyn!”, do professor, coreógrafo, dançarino, ator e escritor Edu O (BA), que trata das expectativas criadas da vida, da passagem do tempo e das rotas tomadas.

Também há o “Fotografia dos Sentidos”, com Teco Barbero (SP), um fotógrafo que possui apenas 5% da visão mostrando técnicas de fotografia que utilizam outros sentidos, como tato, audição e percepção; o “Recife Vibrante”, com Alan Godinho (PE) levando o público a um passeio pelo Marco Zero, no Recife, num convite a apreciação da beleza e a poética da cidade; e “Um Olhar Diferente”, com Michele de Paula (SP) conduzindo o público, através de suas lentes, a experienciar o seu olhar o seu olhar num passeio pela Rua Augusta até a Avenida Paulista, em São Paulo, para a sua primeira experiência numa sala de cinema acessível.

Serviço
Vibra – Virada Inclusiva Brasileira
Quando: de 3 a 7 de dezembro de 2021
Performances artísticas e bate-papos (sexta-feira, sábado e domingo, iniciando às 10h, 15h, 18h e 20h); oficinas (segunda e terça-feira, iniciando às 10h, 14h e 17h)
Transmissão pelo canal: www.youtube.com/channel/UCHeqN91qRRwnY6kD1eCnYvg
Mais informações pelo perfil do Instagram: @vibra.viradainclusivabr

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