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Projeto intensifica ações culturais no quilombo Tiririca dos Crioulos

"Do Buraco ao Mundo" possui dois anos de atuação e visa atingir novas práticas culturais e de arte-educação. Projeto conta com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura.

Foto: Larissa Isidoro/divulgação

Foto: Larissa Isidoro/divulgação

Realização da Oficina de Memória e História de Vida, em setembro de 2014.

Por Roberto Moraes Filho

Possuindo o intuito de manter preservada a tradição local, a comunidade quilombola Tiririca dos Crioulos, localizada na zona rural de Carnaubeira da Penha, no Sertão pernambucano, está recebendo ações que visam promover o acesso aos bens do patrimônio afro-brasileiro. Contando com incentivo do Funcultura, além do MinC, UFPE, Fundação Joaquim Nabuco e Rede Memorial, o projeto “Do Buraco ao Mundo” tem possibilitado a abordagem de diversos conceitos culturais no quilombo indígena, através de métodos envolvendo a arte-educação para crianças, adolescentes e adultos.

Com coordenação dos professores Larissa Isidoro e Nivaldo Léo Neto, o projeto consiste especialmente em implementar ações de formação cultural, inserindo linguagens de necessidade prática para a produção artística executada pelos próprios moradores. Um destes exemplos foi a realização da Oficina de Produção de Documento Sonoro, em fevereiro deste ano, que resultou no álbum “Documento Sonoro”, o qual será disponibilizado virtualmente em breve, possuindo produções musicais dos próprios participantes.

De acordo com Nivaldo Léo Neto, o projeto foi iniciado no ano de 2013, através de ações de preservação já existentes na comunidade, como o Museu do Futebol e o Centro Espírita Preto Velho Canzuá do Velho Xangô. Após as aprovações em editais públicos de incentivo cultural, “Do Buraco ao Mundo” tem ganhado força para sobreviver e atingir futuras metas. “As atividades de formação estão resultando em bons registros para as iniciativas implantadas pelo projeto. Pretendemos lançar ainda este ano livros didáticos, CD e um blog sobre a comunidade, tendo como perspectiva atingir múltiplas formas de expressões culturais através do incentivo para que os moradores possam executar estas ações coletivas”, explicou Nivaldo.

Abrangendo atividades relacionadas com a história da própria comunidade, a Oficina de Memória e História de Vida, realizada em setembro do ano passado, foi uma das primeiras atividades executadas pelo projeto, possibilitou a realização de um mapeamento de práticas e ações com moradores, de forma que os participantes pudessem conhecer determinados tipos de preservações adequadas à realidade local, que já conta com museus comunitários mantidos pela própria comunidade.

Segundo Nivaldo, a importância do projeto é demonstrar a diversidade de identidades e de bens patrimoniais que devem ser resguardados pelos órgãos competentes. “Pensamos que ao reconhecer e aceitar a diversidade que nos compõe, podemos favorecer formas de respeito e inibir os processos históricos de exclusão que marginalizam os indivíduos detentores de grandes saberes” ressaltou.

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