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Funcultura

“Tatuagem” ganha edição em DVD e Blu-Ray

Para marcar o lançamento, diretor Hilton Lacerda participa de debate, nesta quarta (15), às 19h, na Livraria Cultura

Quem teve a oportunidade de assistir ao filme “Tatuagem” na tela grande do cinema, poderá agora tê-lo em casa. O premiado longa-metragem de Hilton Lacerda chega ao mercado de home video, com lançamento em DVD/Blu-Ray. Para celebrar esta nova edição do filme, acontece, nesta quarta (15), às 19h, um debate com Hilton Lacerda, a jornalista Fabiana Moraes e a pesquisadora Ângela Prysthon. O encontro acontece na Livraria Cultura (Paço Alfândega), no Bairro do Recife.

Flávio Gusmão/Divulgação

“Tatuagem” é estrelado por Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García e grande elenco que trazem à tela a história do debochado grupo teatral Chão de Estrelas e o amor que aflora entre Clécio Wanderley, líder da trupe, e o recruta Fininha. O filme vem ganhando colecionando prêmios em diversos festivais pelo país. Entre eles, conquistou quatro kikitos no Festival de Gramado, cinco prêmios no Festival do Rio, outros cinco no Festival de Cinema de Triunfo, além de ser a única produção brasileira indicada ao Prêmio Goya, da Espanha, na categoria Melhor Filme Ibero-Americano.

Com distribuição da Imovision, o DVD/Blu-Ray traz, além do filme em si, material extra, como as apresentações teatrais, na íntegra, do Chão de Estrelas, além dos vídeos Super-8 do professor Joubert, que, no filme, registrava as performances da trupe, além de trailers e making of.

Tatuagem
Brasil, 1978. A ditadura militar, ainda atuante, mostra sinais de esgotamento. Em um teatro/cabaré, localizado na periferia entre duas cidades do Nordeste do Brasil, um grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas. Liderado por Clécio Wanderley (Irandhir Santos), a trupe conhecida como Chão de Estrelas, juntamente com intelectuais e artistas, além de seu tradicional público de homossexuais, ensaiam resistência política a partir do deboche e da anarquia.

A vida de Clécio muda ao conhecer Fininha (Jesuíta Barbosa), apelido do soldado Arlindo Araújo, 18 anos: um garoto do interior que presta serviço militar na capital. É esse encontro que estabelece a transformação de nosso filme para os dois universos. A aproximação cria uma marca que nos lança no futuro, como TATUAGEM: signo que carregamos junto com nossa história.

Revisitando o cinema novo, flertando com o experimentalismo do super-8 da década de setenta no Brasil e dialogando com o cinema contemporâneo, TATUAGEM procura jogar luz sobre as várias maneiras que podemos ler e interpretar a história e a cinematografia de um país, devolvendo-lhe texturas e cheiros, e abrir uma brecha para vislumbrar uma das faces mais interessantes e complexas do Brasil: a história que nasce na marginalidade dos acontecimentos.

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