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Tatuí ganha site e disponibiliza acervo das criações baseadas na crítica de imersão

Com incentivo do Funcultura, o lançamento da página será neste sábado (10), às 15h, com mesa de debate no Museu do Estado

Divulgação

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O site reúne o acervo da publicação que é especilizada em crítica de arte

Após 13 anos da sua primeira edição, ainda um fanzine independente elaborado por estudantes universitários, a revista Tatuí passa a ter um importante acervo de reconhecimento e legitimação da sua relevância no universo cultural. Com o lançamento do site www.revistatatui.com.br, que reúne as muitas partes da trajetória voltada a (re)pensar a crítica de arte, suas quatorze edições ficam disponíveis on-line, num arquivo público aberto a todas e todos interessados em ler, reler, e descobrir mais sobre criações dedicadas à chamada “crítica de imersão”.

O lançamento da página, que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, acontece neste sábado (10), às 15h, no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE). Para marcar o lançamento do acervo e discutir a importância da publicação no contexto artístico, o evento terá uma mesa de debate entre os integrantes das revistas Tatuí, Propágulo e Outros Críticos.

Além das revistas, a plataforma reúne textos, fotos, vídeos, reflexões, depoimentos e outros conteúdos que fizeram parte dos processos imersivos de convivência e trabalho. Foi uma iniciativa que começou na 3ª Semana de Artes Visuais (SPA das Artes), em Recife, a partir da vontade de não se vincular à concepção clássica do distanciamento crítico, de flexionar aspectos e buscar entender a concepção de crítica enquanto um exercício de troca de ideias entre público, artista e instituição.

Na definição da idealizadora do projeto, Clarissa Diniz, foi uma vivência da liberdade da crítica, numa crítica de arte experimental, tomada de posição, do engajamento e da contaminação entre os diversos sujeitos. “A primeira Tatuí, já ‘almejavadar uma sacudida em nossa ainda afoita e imatura pulsão crítica’. Antes de ser um projeto editorial, seu caráter (auto)perturbador declarava-se enquanto dimensão metodológica e, mais especificamente, performativa.”

Para Ana Luisa Lima, editora e colaboradora da publicação, foi no exercício de editar a Tatuí que a então artista plástica tornou-se crítica de arte. “Um lugar que, no Brasil, estava fadado à invisibilidade: de um lado, por uma ausência de veículos perenes em que juntos compusessem um corpo crítico; do outro, o excesso de textos sobre arte produzidos, por demanda de mercado, mais opinativos do que investigativos, mais elogiosos do que de fato analíticos.”

Ao longo de quase nove anos de atuação (2006 a 2015), a Tatuí baseou-se numa forma de fazer crítica que forçou o sujeito a se enunciar enquanto posição. Papel que por vezes foi multiplicado a outras pessoas, convidadas a participar das “residências
editoriais”, onde esgarçaram “a linguagem da crítica”, tensionando-a como poema, ficção, imagem, carta, confissão, ensaio, espaço, cartaz, filme, coisas sem nome, dentre outros. Foi um projeto com viés coletivo desde os primeiros passos, com muitos pés, pernas, mãos, braços e desejos de não delinear a trajetória por um ponto de vista único.

Serviço
Lançamento do site da Revista Tatuí
Quando: sábado (10), das 15 às 17h
Onde: Museu do Estado de Pernambuco – MEPE (Av. Rui Barbosa, 960 – Graças – Recife/PE)

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