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Temporada da performance “Por Onde Andam Os Porcos” ocupa Galeria Janete Costa

Com incentivo do Funcultura, apresentações acontecem nos dias 30/7 (terça-feira), 31/7 (quarta-feira), 2/8 (sexta-feira) e 3/8 (sábado), sempre às 19h30

Rhaiza Oliveira/Divulgação

Rhaiza Oliveira/Divulgação

A performance convoca a gênese de um corpo outro, capaz de suportar as adversidades desse mundo

A temporada da performance “Por Onde Andam Os Porcos” ocupa a Galeria Janete Costa (Parque Dona Lindu), nos dias 30/7 (terça-feira), 31/7 (quarta-feira), 2/8 (sexta-feira) e 3/8 (sábado), sempre às 19h30. A partir de uma releitura da imagem comum do “porco capitalista”, o trabalho convida a pensar o lugar centralizado do opressor, entendendo a humanidade como seres políticos, como indivíduos responsáveis por manter o mundo como nos foi dado, a macro e microestruturas em funcionamento. Uma sociedade que persegue a lógica 24/7, autorregulada e em eterno funcionamento. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) e estão disponíveis para compra antecipada no link: bit.ly/Porcos-Sympla. Classificação indicativa: 18 anos.

Num mundo sem sombras, iluminado 24/7, que preza pelo constante apagamento de subjetividades dissidentes. Num mundo onde a produção não cessa e o estado hipnótico de autocobrança é o modo comum de experienciar a vida. Supõe-se que com os corpos que vivemos-somos, não será possível suportar a ruína criada por nossa própria humanidade. Por isso, a performance convoca, nessa ficção, a gênese de um corpo outro. “O que é possível agora? Precisamos permanecer aqui? Ficamos e assistimos a nossa ruína, sabendo que o mundo funcionará sem a humanidade? Se esse mundo já ruiu, é possível construir outro?”, são algumas questões levantadas.

A performance propõe, a partir de jogos e improvisos dirigidos, metáforas corporais que lidam com essas questões, sendo geridas e a cada dia reformuladas pelos criadores-intérpretes. Supondo que com os corpos que somos-vivemos, não será possível suportar a ruína criada por nossa própria humanidade, “Por Onde Andam Os Porcos” convoca a gênese de um corpo outro, capaz de suportar as adversidades desse mundo.

“Por Onde Andam Os Porcos” tem direção-geral de Kildery Iara e direção de arte de Iagor Peres. Iara, com atuação nas artes do agora, em especial a dança, é interessada na investigação do movimento, nas artes integradas. Iagor tem forte atuação nas artes visuais, com interesse nas densidades e substâncias (materialidades) visíveis e invisíveis que compõem as relações no espaço. Essa colaboração traz para o trabalho o desafio de uma possível dramaturgia que propõe a condição de livre apreciação de uma exposição em galeria, num trabalho cênico. Repensando o uso do espaço.

Na performance, o local é decomposto em partes que valem como unidades e, como consequência disso, é emoldurado por limites. “Sempre percebemos o espaço que um grupo social preenche em algum sentido, como uma unidade que tanto expressa a unidade desse grupo como é por ela expresso e sustentado. A moldura, um limite definido, é para o grupo social um significado que se aproxima muito do significado para uma obra de arte: isolar a obra de arte do mundo a sua volta”, explica Iara.

No local, dentro das linhas-limites existe um mundo sujeito às normas de dentro. “Com o seu espaço existencial nitidamente consciente (porque esse é o mundo como nos foi dado), uma comunidade se entende coesa, pois a relação funcional de um elemento com o outro, ganha uma expressão espacial justo no limite que a emoldura”, diz Iara.

Incentivo - A temporada da performance de dança “Por Onde Andam Os Porcos” conta com Incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura PE), através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Governo de Pernambuco.

Serviço
Por Onde Andam Os Porcos
Quando: 30/7 (terça-feira), 31/7 (quarta-feira), 2/8 (sexta-feira) e 3/8 (sábado), sempre às 19h30
Onde: Galeria Janete Costa (Parque Dona Lindu, Avenida Boa Viagem, S/N, Boa Viagem – Recife)
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Vendas antecipadas: bit.ly/Porcos-Sympla
Classificação indicativa: 18 anos
Incentivo: Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura PE), através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Governo de Pernambuco
Informações: (81) 98236-3777

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