Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Funcultura

Websérie documental mergulha na produção dos coletivos teatrais do estado

Produzida com incentivo do Funcultura, segunda temporada da série do projeto 'Quarta Parede' começa dando enfoque ao coletivo Teatro de Fronteira

Marcus Iglesias

O Quarta Parede, site especializado na crítica e difusão da produção cênica de Pernambuco, lança mais uma temporada da websérie documental homônima que revelará, em doze episódios, um recorte da produção teatral pernambucana. Publicada tanto no site como na fanpage do projeto, a segunda temporada desta websérie apresentará breves perfis de grupos de teatro e dança da Região Metropolitana do Recife (RMR) através de depoimentos dos artistas, além de materiais de arquivo dos coletivos.

A série retorna dando enfoque ao Teatro de Fronteirana busca de compreender as particularidades do biodrama e do teatro documentário nos seus processos criativos. Outros onze episódios tratarão da trajetória de grupos como Coletivo Lugar Comum, Fiandeiros, Compassos e O Poste, sendo publicados mensalmente no site. A ideia, segundo o editor-chefe do Quarta Parede e produtor da Combo Multimídia (realizadora do projeto), Márcio Andrade, é transformar o projeto numa espécie de revista multimídia mensal sobre artes cênicas.

A segunda temporada conta com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura e, de acordo Márcio, surgiu a partir de conversas com dois especialistas em artes cênicas: no teatro, Bruno Siqueira; na dança, Marcelo Sena. “Escolhemos grupos e coletivos que tivessem uma atuação mais constante na cidade e com uma pesquisa estética consistente. A intenção é que possamos ir alinhavando cada vez mais os web documentários às temáticas que estamos desenvolvendo a partir dos nossos ensaios textuais, entrevistas e podcasts”, explica Márcio, que divide o Quarta Parede com o ator e iluminador João Guilherme de Paula.

Completamente distinta em relação a essa segunda, a primeira temporada teve uma estrutura diferente do que será apresentado desta vez. “Geralmente, eram vinculados às estreias de espetáculos, lançamento de projetos ou realização de festivais – como O ano em que sonhamos perigosamente (do Magiluth), Os Superficiais (da Cia Etc), Las Mariposas (do NEXTO) e TREMA! Plataforma de Teatro. Apesar da importância de trazer visibilidade a esses projetos, a gente sentia que eram produtos que demandavam uma urgência muito grande de produção e com um tempo de interesse relativamente curto. geralmente, durante as turnês dos espetáculos, por exemplo”, opina o produtor da série.

Roberto Fernandes/Divulgação

Roberto Fernandes/Divulgação

O diretor Rodrigo Dourado, do Teatro de Fronteira, durante entrevista feita para a websérie Quarta Parede

Márcio Andrade conta que o processo de produção dos episódios é continuado, ou seja, alguns deles ainda serão gravados. “As pesquisas para elaboração dos roteiros se iniciaram em fevereiro e as entrevistas dos seis primeiros episódios entre maio e agosto. Nossa abordagem desta vez voltou-se basicamente para a realização de entrevistas e uso de materiais de arquivo dos próprios grupos, procurando visibilizar documentos que, por vezes, ficam guardados por anos sem ir a público. Esse é um movimento bastante relevante quando falamos da construção de uma história das artes cênicas no nosso estado, pois, por haver pouquíssimos pesquisadores interessados nesse registro, muitas vezes, cabem aos próprios grupos esse gesto historiográfico”, detalha o produtor, citando outras publicações, como as de Leidson Ferraz (no teatro) e o Projeto Recordança (na dança), que também dão conta de uma parte da divulgação desses registros – apesar da limitações e da impossibilidade de abranger toda a produção existente.

“Após as gravações dos primeiros seis episódios estarem finalizadas, estamos fazendo a edição a cada mês, mergulhando no universo temático e estético de cada grupo para abordá-los de formas distintas”, diz ele. As filmagens dos episódios posteriores acontecerão a partir de janeiro de 2018. Para mandar sugestões de temas a serem debatidos no site, basta enviar e-mail para contato@4parede.com ou mensagem na fanpage.

Ricardo Maciel/Divulgação

Ricardo Maciel/Divulgação

Um dos espetáculos produzidos pelo Teatro de Fronteira foi o monólogo ‘Luzir é Negro’

O produtor revela ainda que, além da websérie, durante os próximos meses o Quarta Parede estará preparando dossiês temáticos envolvendo ensaios, entrevistas, poadcasts e web documentários que atravessam questões como Acessibilidade, Espaços Alternativos e Cena e Tecnologia, entre outros. “Com esses produtos, almejamos alimentar a formação não somente dos artistas, mas também do público, que passará a fruir e pensar os espetáculos a partir de outras chaves de leitura – indo além de um ‘gostei’ ou ‘não gostei’”.

Sobre o Teatro de Fronteira: Surgiu em 2008, no Recife, com o objetivo de pesquisar as teatralidades contemporâneas. Após participar de diversos festivais e estrear com vários espetáculos, o grupo desenvolve atualmente projeto de pesquisa com incentivo do Funcultura, sob o título Vozes Contemporâneas: Uma Pesquisa Experimental Sobre Novas Dramaturgias e Suas Vocalidades. Esse projeto se desdobra na realização dos espetáculos Complexo de Cumbuca e SoloDiva, desvelando uma pesquisa que atravessa outros trabalhos mais recentes do grupo, como O Caso Laramie (2013), Na Beira (2015) e Luzir é Negro! (2016)

Ficha Técnica do 1º episódio da 2ª temporada da websérie Quarta Parede:
Roteiro | Direção – Márcio Andrade
Produção – João Guilherme de Paula
Imagens | Edição – Roberto Fernandes
Fotografias – Rodrigo Dourado, Ricardo Maciel, Rodrigo Moreira, Lídia Marques
Motion Designer – Arthur Carvalho
Coordenação Geral – Márcio Andrade
Realização – Combo Multimídia
Incentivo – Funcultura

< voltar para home