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XepaCult une gastronomia de tradição e consumo consciente

Projeto combate ao desperdício de alimentos a partir da valorização do patrimônio gastronômico compartilhado entre mulheres afrodescendentes e indígenas de Pernambuco

Divulgação

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A iniciativa combate o desperdício de comidas 

A XepaCult – 1ª Mostra de Gastronomia de Tradição pelo Consumo Consciente é fruto da parceria entre a pesquisadora, produtora e ecozinheira Mônica Jácome e a fotógrafa Magda Silva. A ideia do projeto é estimular o consumo consciente, a partir da valorização do patrimônio gastronômico compartilhado entre mulheres afrodescendentes e indígenas de Pernambuco e o combate ao desperdício de alimentos. A XepaCult terá 9 edições, no Centro de Cultura Luiz Freire, no sítio histórico de Olinda, Pernambuco. Os eventos mensais devem ser realizados sempre no segundo sábado de cada mês. A programação terá degustações gastronômicas, apresentações musicais e exposições fotográficas.

A primeira edição acontece neste sábado (12), das 11h às 17h, com a cozinha de tradição de Maria José de Fátima Barros (Comunidade Quilombola Onze Negras, Cabo de Santo Agostinho) e Cristiane Correia da Silva (Comunidade Quilombola Engenho Siqueira, Rio Formoso), apresentação musical “O Som do Barro”, do Mestre Nado de Olinda (com participação de Dona Del do Coco), e abertura da exposição “Com gosto de sururu”, do fotógrafo Xirumba Amorim. O acesso ao evento e à degustação gastronômica são gratuitas. O projeto XepaCult tem o incentivo do Funcultura.

A cada edição, a XepaCult contará com mestras cozinheiras de comunidades quilombolas e povos indígenas, que junto com a pesquisadora cozinheira Mônica Jácome, irão transformar a xepa da feira agroecológica em comidas “tradicionais” ou (re)inventadas naquele momento. Em panelas de barro, tradição e sustentabilidade se misturam. No quintal amplo e arborizado do espaço, o público poderá degustar os pratos ao som da música de Mestre Nado, que cria e toca instrumentos de barro. Em clima de jam session, Mestre Nado recebe músicos convidados. A experiência se completa com uma exposição fotográfica de um autor diferente a cada edição, trazendo olhares e perspectivas sobre o tema do alimento, da comida e do comer.

Para criar o projeto, a pesquisadora, cozinheira e produtora Mônica Jácome se inspirou no movimento slow food, que defende a sociobiodiversidade alimentar e de valorização da agricultura familiar, prezando pela comida de verdade, boa, limpa e justa para todos. Em busca dos sabores e saberes tradicionais, a pesquisadora Mônica Jácome e a fotógrafa Magda Silva colocaram os pés da na estrada para visitar quilombos e povos indígenas. Mônica e Magda foram do Litoral ao Sertão para apresentar a proposta da XepaCult de ecogastronomia. Durante a viagem, Mônica convidou as mestras cozinheiras das comunidades para participar das nove edições da mostra XepaCult. A fotógrafa Magda Silva fez os registros de todo o percurso.

Em seis dias, a dupla visitou as comunidades de matriz africana Palmeira (Glória do Goitá), Quilombo Chã-dos-Negros (Passira), Quilombo Onze Negras (Cabo de Santo Agostinho), Engenho Siqueira (Rio Formoso), Quilombo Conceição das Crioulas (Salgueiro) e os povos indígenas Fulni-ô (Águas Belas), Pankararu (Tacaratu), Atikum (Carnaubeira da Penha) e Xukuru (Pesqueira).

Antes do XepaCult, Mônica e Magda produziram a publicação Cardápio de Histórias – Memórias e Receitas de um grupo de mulheres da Zona da Mata de Pernambuco sobre costumes e tradições culinárias da comunidade rural de Palmeira, em Glória do Goitá. A comunidade é formada por agricultores e agricultoras familiares descendentes da escravaria do antigo Engenho Palmeira. O livro foi resultado de pesquisa realizada por Mônica Jácome, no âmbito de projeto de turismo de base comunitária do Instituto de Cooperação Econômica Internacional – ICEI/Olinda. O livro foi lançado com o incentivo do Funcultura. Atualmente, Mônica prepara uma nova publicação, o livro Histórias bem Temperadas: memórias e receitas das mulheres da Chã-dos-Negros sobre os saberes do Quilombo da Chã-dos-Negros, em Passira. O projeto tem mais uma vez com incentivo do Funcultura.

Mônica Jácome
Mestranda em Memória Social e Patrimônio Cultura na UNIRIO (2016-2017) com o projeto de dissertação Pratos de Resistência: contribuições ao estudo do patrimônio gastronômico de Pernambuco. Autora do livro Cardápio de Histórias – Memórias e Receitas de um grupo de mulheres da Zona da Mata de Pernambuco. Integrante da 1ª turma de Eco-Gastronomia da Faculdade Arthur de Sá Erp (FASE), de Petrópolis/RJ (2014). Aluna de disciplinas isoladas dos cursos de Chef de Cozinha (2012 – 2013) e de Padaria-Confeitaria (2013 -2014) do Senac-Rio. Integrante do da Rede Internacional Slow-Food, desde 2014. Reside e trabalha há mais de 30 anos em Pernambuco (e mais 4 estados do Nordeste), atuando como educadora popular e produtora cultural elaborando, produzindo e coordenando projetos culturais com jovens e mulheres, do meio rural e do meio urbano.

Serviço
XepaCult – 1ª Mostra de Gastronomia de Tradição pelo Consumo Consciente
Degustação gastronômica, apresentação musical O Som do Barro com Mestre Nado de Olinda e abertura da exposição fotográfica “Com gosto de sururu”, de Xirumba Amorim
Data: sábado (12), das 11h às 17h
Visitação da exposição: até 06 de setembro, de segunda a sexta, das 14h às 18h
Local: Centro de Cultura Luiz Freire – Rua 27 de Janeiro, 181, Carmo, Olinda – Pernambuco.
Entrada e degustação gratuitas

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