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Literatura e danças populares animaram escola de artes e ofício no Recife

Projeto Outras Palavras segue em circulação pelo estado, promovendo a cultura pernambucana

Cerca de 180 estudantes se reuniram no auditório da Escola Liceu Nóbrega de Artes e Ofício durante toda a manhã da sexta-feira (26) para acompanhar mais uma edição do projeto Outras Palavras, realizado pela SecultPE/Fundarpe. Para o encontro, foram convidados o escritor Sidney Rocha para o já tradicional bate-papo sobre literatura e o Balé Popular do Recife.

Jan Ribeiro/Fundarpe

Jan Ribeiro/Fundarpe

O Balé Popular do Recife foi uma das atrações

O programa começou em 2015 e está circulando pelo estado, doando livros premiados de autores pernambucanos para bibliotecas das escolas públicas. Ao todo, já são mais de 290 escolas a receberem este recurso, atingindo cerca de 6 mil alunos.

A vice-presidente da Fundarpe ressaltou a importância do projeto: “No Outras Palavras, os escritores, escritoras e mediadores que participam trazem sempre uma visão mais poética do mundo. Acho que é isso causa um impacto nos estudantes, acostumados a um processo educacional mais formal. Então, fica bem claro que existe uma troca de conhecimento e, muitas vezes, de sentimentos entre os convidados e os principais agentes desse projeto, que são os alunos e alunas das escolas públicas”.

Iniciando a programação, foi exibido o curta-metragem criado por estudantes do curso de iniciação audiovisual do projeto Cine Cabeça, “A Hora da Saída”. O filme foi dirigido por Cynara Santos e Gabriela Freitas, tem roteiro de Lucas Cintra e Vitor Vinícius e produção de Cynara Santos e Camila Barros.  Na sequência os estudantes conversaram com o escritor Sidney Rocha. Para ele, “participar de uma ação como esta deveria ser uma obrigação de todo escritor”. Premiado com o Jabuti, uma das maiores honrarias da literária nacional, Sidney conversou durante mais de uma hora com os alunos e professores.

Jan Ribeiro/Fundarpe

Jan Ribeiro/Fundarpe

O escritor Sidney Rocha participa pela segunda vez do projeto

Ele contou que escreveu o seu primeiro texto profissional ainda muito jovem, com apenas 11 anos, quando morava em sua cidade natal, Juazeiro do Norte, no Ceará. Na época, a cidade sequer tinha jornal e a sua escrita era uma forma comunicar os fatos entre os familiares, vizinhos e a comunidade.

Para seguir a carreira de escritor, chegou a ser expulso de casa pelo próprio pai, que o queria fora da escola para poder trabalhar e ajudar no sustento da casa. “Particularmente, tenho interesse em dialogar com os estudantes e professores, pois acabo me norteando um pouco em minha literatura pela experiência alheia”.

Encerrando as atividades, o Balé Popular do Recife apresentou passos de xaxado e frevo. Ao final, o grupo ainda selecionou dois estudantes que foram premiados com bolsas de estudo na escola de bOutrasalé.

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