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Projeto ‘Outras Palavras’ inicia novo ciclo de atividades

Programação aconteceu na EREM Cardeal Dom Jaime Câmara, em Moreno, reunindo cerca de 200 estudantes

Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

Cerca de 200 estudantes oriundos de quatro escolas públicas estaduais da cidade de Moreno, na Região Metropolitana do Recife, receberam na quinta-feira (9), no auditório da Escola de Referência do Ensino Médio Cardeal Dom Jaime Câmara, a primeira edição de 2017 do projeto ‘Outras Palavras’. Realizado pela Secult-PE e Fundarpe, desde 2016, o projeto reúne diversas ações que integram cultura, educação e cidadania.

Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

Maestro Duda demonstrando um pouco dos seus talentos musicais com um clarinete, durante a realização do projeto

Abrindo a programação itinerante com a exibição do filme ‘A hora da saída’, realizado por alunos da Escola Santa Paula Frassinete, do Recife, e resultante das oficinas promovidas pelo projeto Cine Cabeça, os estudantes puderam ter uma aula pública de música com o Maestro Duda. O Patrimônio Vivo de Pernambuco falou um pouco sobre os seus mais de 30 anos de carreira, lembrando sua participação na Orquestra Sinfônica e atuação como professor-arranjador do Conservatório Pernambucano de Música.

Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

O escritor Sidney Rocha e o jornalista Marcos Lopes

Em seguida, o público presente participou de um bate-papo literário com o escritor-contista e romancista Sidney Rocha, sob mediação do jornalista e cineasta Marcos Lopes. Em sua página pessoal no facebook, o escritor relatou: “Convidado pelo ‘Outras palavras’ para falar nas escolas. E que alegria: estudantes das escolas públicas de Moreno (PE) parecem estar muito mais abertas e abertos a discutir o mundo, a ouvir ‘outras palavras’ [e não o ramerrão sempre o mesmo e da vida inteira] do que muita gente por aí. Gostaram do escritor ‘antipedagógico’. [ahahaha]. Recebo todos os dias, depois disso, recadinhos e convites para voltar. Mas o mais importante: jovens escrevem me dizendo que estão lendo Machado de Assis e outros autores para tirar suas próprias conclusões. E não porque vai “cair” no vestibular ou porque dizem que é ‘mara’ – ou chato. Começamos uma pequena e valiosa revolução, pela leitura, em Moreno. Que felicidade. Há tempos não sentia tanto tesão em continuar na luta como desde aquela manhã. É como eu disse, amiguinhos & amiguinhas: ‘Ler. Escrever. Pensar: não importa a ordem: um dia as coisas se ajuntam numa só. Vá no seu tempo. Grato a todo mundo”. 

Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

Antonieta Trindade, durante a entrega dos kits literários do projeto para representantes de escolas estaduais da cidade de Moreno.

A vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, destaca que “nós achamos que o Ensino Médio e a escola pública devem possibilitar à nossa juventude um conhecimento mais amplo possível, para que nós possamos assumir o papel na vida que definimos mais adiante. Não é necessário apenas estar presente e conhecer conteúdos de matemática, língua portuguesa, física, mas é preciso ter acesso a música de qualidade produzida em nosso Estado e em nosso país. É necessário ter acesso ao teatro, ter acesso a literatura, porque isso faz com que nós possamos desvendar outros horizontes e nos dá a possibilidade de sonhar e de pensar para cada um de nós um papel diferenciado daquele que muitas vezes a sociedade quer nos impor”.

Na ocasião, foi realizada ainda a entrega dos kits literários do projeto, contendo as obras ‘Dois Nós na Gravata’, de Rômulo César Melo; ‘Rinoceronte-dromedário’, de Elder Éric; ‘Associação Robert Walser para Sósias Anônimos’, de Tadeu Sarmento; ‘Ascensão e queda’, de Wander Shirukaya, ‘êxodo’, de Carlos Gomes; ‘Caninos Amarelados’, de Mário Felipe Cavalcanti; ‘Manuscritos em grafite’, de Rejane Paschoal; ‘Watsu’, de José Juva; ‘Nós, os bichos’, de Luiz Coutinho Dias Filho; o livro ‘Patrimônios Vivos de Pernambuco’, organizado por Maria Alice Amorim; e ‘Pífanos do Sertão’, organizado por José Rafael Coelho.

Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

“O projeto já atingiu até o momento cerca de 200 escolas estaduais. Nós temos uma programação intensa para 2017 e queremos também que a entrega dos kits literários para as bibliotecas das escolas, com publicações de autores premiados no Prêmio Pernambuco de Literatura e em outros prêmios nacionais, possa refletir também no trabalho efetivo das escolas de modo a ampliar o repertório do conhecimento da nossa juventude. A biblioteca não pode mais ser o local onde o estudante fica de castigo ou se ocupa sem uma ação direcionada. A biblioteca precisa ser um local vivo na escola, que possibilite a gente a ter, de fato, mais conhecimentos”, concluiu Antonieta.

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