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Lei Aldir Blanc

Em primeiro disco, Grupo Batadoní traz parcerias com artistas da cultura popular pernambucana

Com 16 anos de estrada, grupo percussivo nascido e criado nas ladeiras de Olinda gravou com amigos e suas principais referências musicais

Divulgação

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O disco conta com participações de Dona Cila do Coco, Jorge Riba, Karen Aguiar, Mestre Ulisses Cangaia, Dinda Salú, Jordanna, Mestre Lua e Fabiano Santos

No próximo domingo (25), o Batadoní, grupo percussivo olindense, coloca no mundo um trabalho que foi produzido nos quatro primeiros meses de 2021, mas que é resultado de um acúmulo de 16 anos: o seu primeiro álbum gravado em estúdio. Com participações que vão de Dona Cila do Coco a Jorge Riba, o disco vai estar disponível para ser ouvido a partir das 15h, no canal do grupo no Youtube.

“Quando começamos a discutir a produção do disco musicalmente falando, a gente não poderia perder a identidade do grupo, que era de percussão. Mas a gente queria chamar as pessoas que fazem parte do nosso convívio e que são de alguma maneira fonte de inspiração para o Batadoní”, conta Sérgio Lyra, regente do Batadoní e um dos produtores do álbum. O álbum carrega alguns dos princípios orgânicos do grupo desde a sua fundação: a construção colaborativa, a confraternização da música e a valorização das tradições.

O disco reflete a diversidade do repertório sonoro do Batadoní, um grupo percussivo contemporâneo, mas que tem como referência principal a cultura popular pernambucana, nunca abrindo mão da ligação com as suas raízes. A faixa Luanda é um maracatu e traz como convidada Karen Aguiar, atual regente do Maracatu Nação Leão Coroado. Já outro maracatu, o Martelo Pesado, traz voz e poesia de Roger de Renor numa pegada forte do manguebeat. Na Coco Baião, Mestre Ulisses Cangaia e Dinda Salú fazem uma embolada e n’As Cirandas, Jordanna dá voz a várias letras já conhecidas. Além das parcerias instrumentais de Mestre Lua e Fabiano Santos, do Afoxé Alafin Oyó.

A realização desse sonho antigo de ter registrados para a eternidade os baques que há anos já ecoam pelas ladeiras de Olinda foi possível graças à Lei Aldir Blanc. O projeto de gravação do primeiro álbum do Batadoní foi um dos contemplados do edital lançado pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE).

Trajetória do Batadoní - Além dos desfiles nos dias de Carnaval, como ficou conhecido, durante 7 meses por ano em tempos não-pandêmicos, o Batadoní realiza para iniciantes e veteranos oficinas de instrumentos, na Praça do Carmo, realizando ensaios abertos ao público todos os domingos. Ao longo dos anos, participou de eventos culturais como convidado na Casa da Rabeca, na Sambada de Coco da Tabajara, no Festival de Inverno da Várzea, entre outros. Em dezembro de 2021, o grupo completa 17 anos de história.

Serviço:
Lançamento do álbum Batadoní
Quando: 25 de abril de 2021 (domingo), às 15h
Onde: youtube.com/batadoni

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