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Literatura

Cancão é homenageado em aula espetáculo

Ricardo Moura

Ricardo Moura

Ésio Rafael, Edison Roberto, Marcos Passos e Eduardo Abranttes

Rogaciano Leite, poeta popular do Pajeú, não falava sobre Cancão. Dizia que não era capaz. O poeta com nome de pássaro era inefável demais até mesmo para um outro poeta do sertão, cheio de pontos de encontro com ele, como era o caso de Rogaciano. É o que conta o poeta e estudioso da obra de Cancão, Ésio Rafael (Confira aqui entrevista com o pesquisador). Na aula espetáculo de ontem (16/05), “Serra do Teixeira e o nascimento do pássaro poeta , em homenagem ao centenário de Cancão, além de Ésio, Edison Roberto, o poeta Marcos Passos e o músico Eduardo Abranttes deixaram clara a dificuldade de enquadrar, definir, falar sobre o poeta.

Os equívocos na interpretação da sua obra por parte da crítica também foram mencionados. Edison Roberto avalia que Cancão é um poeta de conceito e imagem, e não um poeta descritivo, como já disseram alguns críticos. “Ele subverteu toda uma ordem vigente no Pajeú, na poesia sertaneja, na poesia popular, que foi o fato dele ter abandonado a viola”, explica o professor sobre a transição de Cancão da poesia oral para a poesia escrita, algo pouco usual na época.

A força das imagens e a forte musicalidade dos poemas  de Cancão foram exaltadas, assim como sua genialidade e sensibilidade. As questões perenes que tentam definir se Cancão foi um poeta erudito ou matuto também foram debatidas.

Marcos Passos declamou alguns poemas,  e o Músico Eduardo Abranttes apresentou à platéia uma versão musicada de um escrito do pássaro poeta.

Confira Marcos Passos recitando o poema Dia de Chuva, acompanhado por Eduardo Abranttes no violão:

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