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Literatura

Cida Pedrosa comemora o título de Cidadã Recifense

A escritora natural de Bodocó recebeu o título na última quinta-feira (18), quando completou seus 55 anos e também lançou o livro "Gris", que reúne poemas dedicados ao Recife, reafirmando o seu amor pela Cidade.

Cida Pedrosa recebe o título de Cidadã Recifense da tribuna de honra formada por representantes do povo, como a Secretária de Cultura do Recife, Lêda Alves, o Vice Prefeito do Recife, Luciano Siqueira, o ex-Prefeito, João Paulo, e pelo vereadores Antônio Luiz Neto e Eduardo Marques.

Cida Pedrosa recebe o título de Cidadã Recifense da tribuna de honra formada por representantes do povo, como a Secretária de Cultura do Recife, Lêda Alves, o Vice Prefeito do Recife, Luciano Siqueira, o ex-Prefeito, João Paulo, e pelo vereadores Antônio Luiz Neto e Eduardo Marques.

Por Camila Estephania

O plenário da Câmara Municipal do Recife se encheu de admiradores de Cida Pedrosa na última, quinta-feira (18), quando a escritora natural de Bodocó recebeu o título de Cidadã Recifense. O título foi fruto da proposta do vereador Antônio Luiz Neto, que discursou durante a solenidade lembrando da trajetória pessoal e profissional da homenageada, que sempre atuou ativamente na vida política e artística da capital pernambucana.

Nascida em uma família simples do sertão do Estado, Cida veio para o Recife em 1978, aos 14 anos de idade, para estudar. Em tempos de Ditadura Militar, se engajou politicamente cedo e deu vazão à indignação com as injustiças sociais também através da poesia. Em 1989, já formada em Direito pela UFPE, foi advogada da Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Palmares em defesa dos trabalhadores, inaugurando um currículo vasto de atividades que contribuíram para as conquistas sociais não só do Recife, como também no resto do Estado.

Elimar Caranguejo

Elimar Caranguejo

Plenário cheio de representantes populares, artistas, familiares e admiradores de Cida Pedrosa.

Estão entre os seus trabalhos sua participação na Federação dos Trabalhadores e Agricultores de Pernambuco, a assinatura da Convenção Coletiva dos Trabalhadores Rurais do Vale do São Francisco, a diretoria do Departamento Jurídico de Perdas e Medidas durante o Governo Arraes, sua atuação pelos direitos da criança e dos adolescentes no Centro Dom Helder Câmara e a Assessoria de Direitos Humanos do gabinete do então Prefeito do Recife, João Paulo. “Como bem versa o hino do Recife, esta cidade é precisa de claridade e brilha ao luar. Ela é lendária e eterna. A Casa José Mariano tem a obrigação de estabelecer nos seus anais o registro dos personagens que contribuíram com relevantes serviços para a concretização da lenda e a construção da eternidade citada pelo poeta se faça presente”, disse o vereador Luiz Neto, na ocasião.

Sob aplausos calorosos e gritos de “Cida guerreira, mulher brasileira”, a escritora recebeu o documento após uma homenagem do poeta Miró da Muribeca, quem considera seu filho adotivo. “Recife foi me apresentada com gosto de luta e de busca pela liberdade. Eu, quase uma menina ainda, leitora ávida de uma biblioteca de cidade pequena que não sofria a censura por ser distante do grande centro, logo soube de que lado eu estava. Logo me perfilei ao lado daqueles que acreditam numa sociedade mais justa, mais fraterna, onde homens e mulheres têm os mesmos direitos ao trabalho e aos bens sociais, sem preconceito de classe, raça, gênero, orientação sexual, religião ou de qualquer coisa que venha a causar infelicidade, falta de pertencimento e acolhimento.  Foi assim que me entreguei a ti, minha Recife, com sede de justiça daqueles que aprendem a caminhar juntos”, falou Cida, durante seu discurso.

Elimar Caranguejo

Elimar Caranguejo

Na ocasião, a escritora também comemorou os seus 55 anos e lançou o livro “Gris”, que reúne poemas dedicados ao Recife.

A plateia presente também cantou os “Parabéns” para a escritora, que, no mesmo dia, também completou 55 anos de idade. A comemoração se completou com o lançamento do livro “Gris”, que reúne 50 poemas dedicados ao Recife. “Acho que esse material dialoga bastante com esse momento tão cinza que a gente vive e precisa das cores da democracia”, resumiu ela, que já lançou oito livros de poesia, além de outros trabalhos em prosa.

A Secretária de Cultura de Pernambuco, Antonieta Trindade, também compareceu à solenidade para prestigiar Cida Pedrosa. “Ela é uma cidadã pernambucana de extremo valor que tem contribuído bastante para o fortalecimento da cultura em nosso Estado. Para o Recife, acolhê-la como cidadã é um momento de reconhecimento importante, porque Cida já tem dedicado a esta cidade grande parte da sua vida não só como escritora, mas também como militante dos direitos humanos e como grande defensora da luta da mulher para ocupar seu espaço na sociedade. Hoje, não só o título, mas também o lançamento do livro e o seu aniversário é um momento de grande felicidade, porque Cida representa muitas pessoas”, concluiu ela.

 

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