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Literatura

João Paraibano deixa poesia popular como herança

Com mais de 40 anos dedicados à poesia, artista popular faleceu na madrugada deste 2 de setembro.

“Estou ficando cansado / o corpo sem energia / Jesus pintou meu cabelo / no final da boemia / pintou mas nem perguntou / qual era a cor que eu queria!”. A poesia nordestina entra de luto nesta terça-feira (2) com a morte do poeta João Pereira da Luz, mais conhecido como João Paraibano, aos 62 anos. A causa da morte foi uma infecção generalizada, decorrente de um atropelamento por moto sofrido pelo poeta no último dia 3 de agosto.

“Perdemos grandes nomes da nossa cultura este ano. Para conviver com essas faltas, só mesmo engrandecendo e elevando cada vez mais o que os mestres nos deixam. Que a poesia de João Paraibano esteja sempre entre nós”, diz o secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelo Canuto.

Reconhecido como um dos maiores repentistas do país, João nasceu na cidade paraibana de Princesa Isabel, mas vivia há muitos anos em Afogados da Ingazeira, localizada no Sertão do Pajeú Pernambucano. Dos 62 anos de vida, 40 foram dedicados à poesia e à cantoria nordestina. Um trabalho que influenciou diversos outros grupos artísticos, a exemplo da extinta banda Cordel do Fogo Encantando, que na música Chover (ou Invocação Para Um Dia Líquido) fez uma adaptação com uma das poesias de João Paraíbano, a qual diz “Quando esbalda o nevoeiro / rasga-se a nuvem, a água rola / um sapo vomita espuma / onde o boi passa se atola / e a fartura esconde o saco / que a fome pedia esmola”.

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