Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Literatura

Livro retrata as ações de Lampião no Sertão do Pajeú

"Lampião e o Sertão do Pajeú" será lançado neste sábado (26/05), às 19h30, no Museu do Cangaço, em Serra Talhada. Livro retrata como era a região a partir das ações do cangaceiro e seu bando

Divulgação

Divulgação

O serratalhadense Anildomá Willians pesquisa sobre o cangaço há mais de 30 anos.

Por Camila Estephania

Conhecido por ser a figura mais emblemática da história do Cangaço, que ganhou força no nordeste brasileiro no início do século XX, Lampião foi um personagem que somou muitos admiradores e inimigos. Até hoje, sua personalidade e suas atitudes dividem opiniões entre aqueles que o enxergam como um justiceiro e os que acreditam se tratar apenas de um criminoso. Para fomentar ainda mais o debate, o pesquisador Anildomá Willians de Souza, lança, neste sábado (26), às 19h30, no Museu do Cangaço, em Serra Talhada, o livro “Lampião e o Sertão do Pajeú”, que questiona os papéis de bandidos e heróis neste trecho da história.

O recorte do material retrata a vida de cangaceiro em sua terra natal, a cidade de Serra Talhada, e seu entorno no Sertão do Pajeú, em Pernambuco.  Neste cenário, o livro apresenta as relações sociais e ações de Virgulino Ferreira a partir do momento em que ele se torna Lampião, em 1920, até a travessia do Rio São Francisco 1928, quando deixa a região para trás. “Faço um histórico das cidades invadidas, quem fornecia as armas, os padres que ajudavam, quem eram seus inimigos, as pessoas que acompanharam a família dele, entre outros. Isso tudo que vai retratar o que realmente era o Sertão do Pajeú naquela época do Cangaço”, explica Anildomá, cujas informações foram coletadas dos 30 anos de pesquisa sobre o fenômeno, que já lhe rendeu outros três livros.

Reprodução

Reprodução

Capa do livro “Lampião e o Sertão do Pajeú”.

Embora reconheça Lampião como bandido, o autor busca desmistificar o papel de herói assumido por muitos de seus aliados e inimigos. “Minha preocupação não é necessariamente revelar qual era a personalidade de Lampião, mas sim a dos coronéis e dos fazendeiros que eram amigos ou inimigos dele. Porque ele sempre foi o vilão e sempre será, mas quem vivia em seu entorno também era bandido, só que hoje é nome de avenida e de rua. Por exemplo, quem fornecia munição para o bando eram fazendeiros, comerciantes, coronéis, gente da polícia. Minha intenção é mostrar o outro lado da moeda”, esclarece ele, que, no livro, também conta com matérias de jornais que falavam das ações do grupo.

Entre o material colhido também há depoimentos de ex-cangaceiros, ex-volantes, declarações de pessoas que testemunharam algum fato ou passagens de Lampião e seu bando, boletins de ocorrências e telegramas trocados entre os comandantes de polícia do interior e as autoridades da capital dando notícias dos movimentos dos cangaceiros. O livro tem 210 páginas e ficará à venda no Museu do Cangaço, que fica na Estação do Forró, em Serra Talhada, e na Casa da Cultura da cidade.

SERVIÇO
Lançamento do livro “Lampião e o Sertão do Pajeú”
Quando: Neste sábado (26/05), às 19h30
Onde: Museu do Cangaço (Estação do Forró – Serra Talhada)
Entrada Gratuita

< voltar para home