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Literatura

Recitais e a literatura pernambucana marcam penúltimo dia da Praça da Palavra

A discussão dessa sexta-feira (24) ficou pelos caminhos da literatura na contramão do mercado literário

Por: Raquel Holanda

A tarde dessa sexta-feira (24) na Praça da Palavra teve programação variada. E elo entre elas ficou pelos gêneros e produções literárias na contramão do mercado do segmento. As atividades apresentadas foram: Recital d’As Cumade, com Lu Rabelo e Anaíra Mahin; Autores Pernambucanos: um panorama, com Luzilá Gonçalves; Literatura na contramão, bate-papo com Nivaldo Tenório, Amâncio Siqueira e Helder Herik; e encerrando a noite o Sarau Dama da Noite, com Ariel Coletivo Literário.

Léo Caldas (Secult-PE)

Léo Caldas (Secult-PE)

Poeta Lu Rabelo em conversa com Luís Andrade.

As pernambucanas Lu Rabelo e Anaíra Mahin apresentaram pela primeira vez a recitação do cordel ‘As ciganas do Egito’. “Esse foi o último cordel que escrevemos, nem fizemos o lançamento dele ainda”, comentou Anaíra Mahin, que junto com Lu Rabelo estavam com figurino de Suzanne Queiroz feito especialmente para a apresentação.

A proposta da dupla de poetas é lançar até o final do ano o Box de Cordéis d’As Cumade, com quatro cordéis produzidos ao longo dos últimos dez anos, que são ‘Quando eu ia, ele voltava’; ‘Com ciência de comadre’; ‘Cordel do carma amoroso’ e ‘As Ciganas do Egito’.

Leo Caldas (Secult-PE)

Leo Caldas (Secult-PE)

Anaíra Mahin, d’As Cumade, em momento de autógrafo do cordel ‘As Ciganas do Egito’.

Eu já tinha visto a apresentação das Cumade noutras ocasiões. Sempre vejo porque elas tem alma, recitam com alma”, contou Luís Andrade, livreiro de Garanhuns. Para os poetas garanhuenses o FIG acaba sendo um momento de encontro com seus colegas. “Muito boa essa tranca de informação e experiência”, disse poeta Bispo, que acompanhou a apresentação e depois mostrou seus cordéis para as poetas.

Outra atração da tarde da última sexta-feira (24), foi a palestra da escritora Luzilá Gonçalves sobre os escritores pernambucanos do século XIX. “Aqui está nossa memória, personagens importantes na nossa história e que são poucos explorados”, explicou a escritora sobre seu trabalho ‘Escritores Pernambucanos do século XIX’, lançado em 2010 pela Editora CEPE que encontra-se disponível nos tomos I e II. A escritora também recebeu uma homenagem no início de sua palestra, quando foi apresentado um vídeo sobre sua história, sua personalidade e inspirações na mãe. O vídeo foi produzido pela equipe do Portal Cultura.PE.

O caminho pela literatura pouco divulgada foi continuado na sessão seguinte pelos escritores de Garanhuns Nivaldo Tenório, Amâncio Siqueira e Helder Herik. A mesa ‘Literatura na contramão’ discutiu as dificuldades e benefícios de escritores que residem em cidades de pequenas, além do cenário atual no qual a internet e as redes sociais se constituem como canal para divulgação dos trabalhos literários. “Eu me predispus a criar uma disciplina, e morar numa cidade menos me ajuda. Me sinto um privilegiado”, comentou Helder Herik. O escritor Amâncio Siqueira complementou: “É importante que as leituras tenham dificuldade de acesso, o escritor precisa se esforçar para criar”, ao falar sobre as dificuldades de circulação das obras produzidas. “Nisso tudo, o principal é ter presente uma crítica sincera e objetiva. Ela faz parte do processo de disciplinar o exercício do escritor”, falou Nivaldo Tenório ao referir-se a relação disciplinada que o processo criativo do escritor tem que ter, independente da região em que more.

A noite encerrou com a apresentação do a participação do Ariel Coletivo Literário com o Sarau Dama da Noite. O coletivo, que veio de Campina Grande (PB), trouxe para o público declamações sobre o feminino, a feminista, a força da mulher. Formado por escritores e poetas paraibanos, o coletivo foi criado por Tiago Silva a fim de reunir amantes da literatura para o debate e para o compartilhamento de suas produções.

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