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Literatura

Sidney Rocha lança drama contemporâneo no Teatro de Santa Isabel

O livro "A Estética da Indiferença" será lançado nesta quinta-feira (20), às 20h, no Teatro de Santa Isabel. Na ocasião, o ator Germano Haiut fará uma leitura dramatizada do texto, com entrada gratuita.

Fer Verissímo

Fer Verissímo

Novo livro de Sidney Rocha dá continuidade à trilogia “Geronimo”, inciada pelo livro “Fernanflor” (2015).

Por Camila Estephania

O processo de criação do livro “A Estética da Indiferença” (Iluminuras), do escritor pernambucano Sidney Rocha, começou há cerca de seis anos, mas o material nunca foi tão atual quanto em 2018. O lançamento nesta quinta-feira (20), às 20h, no Teatro de Santa Isabel vem para evidenciar as semelhanças entre a fictícia cidade de Cromane, onde se passa a história, e os centros urbanos contemporâneos, onde maiorias temem tudo aquilo que é diferente. Soluções para temas que ganharam destaque durante os debates eleitorais deste ano encontram tristes consequências nas páginas de “A Estética da Indiferença”, que ainda contará com uma leitura do ator recifense Germano Haiut na ocasião do lançamento.

Eu diria que é um drama urgente do contemporâneo”, avaliou o autor que, com a publicação, dá continuidade a trilogia “Geronimo”, iniciada com o romance “Fernanflor”, em 2015. O novo trabalho conta a história de Hana e Michi, um casal que busca a felicidade ao se mudar para o condomínio de luxo Amaravati, onde todos são felizes, dentro da cidade de Cromane, que tem o dinheiro como tema central. O cenário, por si só, levanta questões como o conceito vigente de felicidade focado em aspectos como o conforto e a segurança em detrimento da busca por empatia e identidade, por exemplo.

É tudo sobre o inesgotável desejo de humilhar o outro para manter as aparências. Certa noite, eles vão ao teatro e, nesse dia, eles realmente teriam que dizer umas verdades um para o outro para tentar compensar o incompensável, porque em Cromane não é permitido confissões, não é permitido humanidade. É uma cidade protegida das violências, onde, portanto, os diferentes não têm nem acesso, eles são apagados”, explica Sidney, sobre a linha tênue entre vivos e mortos. Quão vivos estamos se não podemos ir além da nossa versão pasteurizada imposta pela sociedade? A pergunta fica implícita.

Jan Ribeiro

Jan Ribeiro

O autor recorre ao drama como linguagem para proporcionar mais ironia e sarcasmo à narrativa.

HOMENAGEM AO TEATRO

O teatro, por sua vez, vai além do ambiente de discussão do casal e influencia também no estilo do texto, que se caracteriza como um drama. Essa linguagem foi escolhida pelo autor como um recurso para enfatizar com ironia e sarcasmo a encenação que pauta as relações de Cromane. “Tem isso das máscaras que a gente está usando o tempo todo, mesmo quando estamos nus. Esse livro é ao mesmo tempo um drama, uma farsa e uma comédia. Depende por onde você olha”, observa Sidney, que também busca homenagear o teatro com o livro, por isso, o lançamento também contará com a leitura do ator Germano Haiut no palco do Teatro de Santa Isabel, com entrada gratuita.

Não nos conhecíamos pessoalmente, mas propus isso ao Germano e ele adorou, foi muito generoso. Chamei ele até por uma relação física com o personagem. O Michi parece que foi desenhado para o Germano, pela técnica dele de atuar, pois ele tem algo de selvagem e é muito visceral, muito carnal. A leitura acaba sendo um presente que a gente está dando para a comunidade teatro e para a cidade, porque queremos mesmo é nos agarrar uns aos outros nesse momento”, comenta o escritor que resume o lançamento do livro como um momento para reunir forças e confraternizar.

Com esse mesmo espírito agregador, o autor montou uma rende de leitura recentemente em que muitos já compraram o livro antecipadamente até para presentear amigos e doar para instituições como escolas, bibliotecas e lares comunitários. Sidney destaca a Oftalmolaser, a Up Negócios e o Curso de Química Vieira Filho entre as empresas que mais financiaram essas ações. Além disso, o lançamento também conta com apoios da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, que cedeu o Teatro de Santa Isabel. “Sabemos que a hora de fazer algo é a hora de fazer algo, não dá para ficar esperando o momento ideal. A ação de quem vive de cultura é imponderável”, conclui Sidney, que busca provocar reflexões e contribuir com a superação de tempos difíceis.

SERVIÇO:
Lançamento do livro “A Estética da Indiferença”, de Sidney Rocha, com leitura dramatizada de Germano Hauit
Quando: Nesta quinta-feira (20), às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República)
Entrada Gratuita

*Na ocasião, o livro será vendido por R$ 31. A obra também pode ser comprada pelo mesmo preço promocional neste link. Nas livrarias, a publicação custará R$ 62.

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