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Pela primeira vez em Triunfo, Tulipa Ruiz

Show da artista é nesta sexta, dia 27/7 (Foto: Rodrigo Castro Schmidt/divulgação)

Show da artista é nesta sexta, dia 27/7 (Foto: Rodrigo Castro Schmidt/divulgação)

A cantora Tulipa Ruiz começou a carreira depois dos 30, o que só trouxe coisas boas: logo no seu álbum de estreia, “Efêmera”, ganhou os prêmios de melhor cantora (Multishow), melhor álbum (Revista Rolling Stones) e uma de suas faixas está na trilha da novela “Cheias de charme”, da Globo. Dois anos depois, Tulipa chega pela primeira vez a Triunfo, no Sertão pernambucano, prestes a lançar o seu segundo CD, “Tudo tanto”, previsto para 30 de agosto deste ano. Na cidade, a cantora se apresenta no Palco Nação Cultural, pelo FPNC, na sexta-feira (27/7). Conversando, com exclusividade, com o repórter Chico Ludermir, ela falou sobre  o novo projeto e a importância da música pernambucana para sua carreira. “Luiz Gonzaga faz parte do meu imaginário musical. Gosto muito da música feita aí”, afirmou. Confira abaixo a entrevista completa.

FPNCDepois de um primeiro álbum de repercussões grandiosas, o que se pode esperar deste segundo, “Tudo tanto”?
Tulipa Ruiz
: Esse disco é resultado de dois anos de estrada com a turnê de “Efêmera”. A sonoridade de “Tudo tanto” reflete o entrosamento dos músicos, resultado desse período de convivência em bando (a). O disco foi produzido pelo Gustavo Ruiz (irmão), meu parceiro também em várias músicas e tem participações muito especiais, como a do São Paulo Underground, Chocotones, Rafael Castro, Criolo, Lulu Santos e Daniel Ganjaman. Foi feito com muito carinho e cuidado. O lançamento será no dia 30 de agosto, no Teatro Castro Alves, em Salvador. Depois a gente roda o Brasil com o show. Em outubro, iremos para o Japão. Não vejo a hora de estar com “Tudo tanto” na estrada.

FPNC: Você lançou seu primeiro álbum “Efêmera” em 2010 e já é tida como um dos grandes nomes da música brasileira. Como essa velocidade de reconhecimento vem interferindo na sua vida? O que trouxe de melhor e de pior? Você ainda tem tempo de desenhar e de fazer outras coisas de que gosta, quais?
Tulipa
: O reconhecimento do meu trabalho me deixa feliz, porque de alguma forma legitima o que eu faço. Nunca tive a pretensão de ser cantora, aconteceu de um jeito muito tranquilo, depois dos 30, numa fase mais serena. Acho que isso me ajudou a não me afobar ou me deslumbrar com a velocidade das coisas. Ainda tenho tempo para desenhar e fazer as coisas que gosto. Quando o tempo aperta, tento dar um jeito.

FPNCO que você deseja realizar num futuro próximo e distante, profissionalmente e pessoalmente? Me fale sobre a felicidade…
Tulipa
: Estar inteira, presente e entregue em todas as coisas que eu faço. Olha que felicidade!

FPNC: No Brasil, este ano, se comemora o centenário de Luiz Gonzaga. O Rei do Baião te influenciou de alguma forma? E alguém mais da música pernambucana/nordestina, de hoje/de antes?
Tulipa: Em 1990, meu pai (Luiz Chagas) escreveu a biografia do Luiz Gonzaga para uma coleção chamada Vozes do Brasil, da editora Martin Claret. Isso despertou meu interesse e fui procurar mais coisas sobre ele. Luiz Gonzaga faz parte do meu imaginário musical. Gosto muito da música feita aí em Pernambuco, fico de olho nas coisas que acontecem aí. Lenine, Lula Queiroga, Nação Zumbi, Mombojó, Lirinha, Catarina dee Jah, Isaar, Karina Buhr, Alessandra Leão, Tibério Azul, Sabiá Sensível, Ortinho, Junio Barreto, Eddie, Alceu Valença, Orquestra Contemporânea de Olinda, Academia da Berlinda, Siba. Olha quanta gente boa, minha gente!

FPNC: O que o público de Triunfo pode esperar deste show? Músicas do novo trabalho? É sua primeira vez em Triunfo? Como é abrir o show para Lenine?
Tulipa: Vou para Triunfo pela primeira vez com “Efêmera”. Será um prazer apresentar minhas músicas para vocês. Estou muito empolgada e curiosa com o festival, assim como os meninos da banda. E muito feliz por encontrar o Lenine e poder estar perto do show dele. Cantamos juntos no ano passado em Belo Horizonte e foi muito especial. Lenine é um cara interessado e interessante. Dá para ver o olho dele brilhando quando fala. É um artista vivo, atual, presente, consciente, contemporâneo e atemporal. Não é um barato?

 

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