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MÚSICA

Circuito Aurora Instrumental segue com programação até dezembro

Pércio Leandro Siqueira

Pércio Leandro Siqueira

Guitarrista da Ave Sangria e de Alceu Valença, Paulo Rafael será a primeira atração da segunda temporada do projeto.

Conhecido pela riqueza do seu cancioneiro, Pernambuco também é um estado de tradição instrumental não só por segmentos da cultura popular, como o Frevo de Rua, como também pelo grande número de artistas do Estado dedicados à música instrumental dos mais diversos gêneros. Para abrir mais espaço para esse cenário plural, o projeto Circuito Aurora Instrumental inicia a sua segunda temporada nesta quarta-feira (10), às 19h30, quando recebe o guitarrista Paulo Rafael no Teatro Arraial. O espaço receberá, ao todo, 10 shows através do projeto, que tem incentivo do Funcultura, e acontecerá entre 10 de outubro e 12 de dezembro com ingressos à R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

“Ainda não tínhamos apresentado um guitarrista e achamos interessante trazer Paulo Rafael na abertura, que foi o primeiro a colocar o instrumento no frevo, é um músico que tem um som de guitarra muito particular, com muitas referências nordestinas, além de carregar muita história por ser do Ave Sangria e tocar com Alceu Valença”, explica o produtor executivo do projeto, Félix Aureliano, sobre a curadoria de Gilú Amaral feita para esta segunda temporada. Na ocasião da abertura, Paulo Rafael tocará músicas dos seus três discos solo, sendo eles “Alado”, de 2010, “Orange”, de 1992, e “Vagalume”, de 1995. Juliano Holanda e Lucas dos Prazeres acompanharão o músico no violão e percussão, respectivamente.

Yuri Lemos

Yuri Lemos

A violeira Laís de Assis é a primeira mulher a participar do Circuito, que pretende incluir mais representantes femininas nas próximas edições.

Outras representatividades que ainda não haviam participado do projeto também marcam presença nesse novo momento. É o caso da violeira Laís Assis, que sobe ao palco do Teatro Arraial no dia 7 de novembro. “A gente achou que a grade estava muito masculina, então, a gente também passou a buscar por mulheres para tentar transformar isso”, explica Félix. Outros instrumentos específicos também ganharão destaque, como a flauta, que será explorada por César Michiles, no dia 17 de outubro. Músico premiado e que está à frente de trabalhos como a Transversal Frevo Orquestra, ele apresentará músicas do seu álbum solo e composições do flautista Dave Valentin. Já o multi-instrumentista Lucas dos Prazeres terá a missão de representar a percussão no circuito e mostrará sua sonoridade, versatilidade musical e performática.

A cultura popular também terá expressão nas apresentações do rabequeiro Seu Luiz Paixão, no dia 14 de novembro, e do Grêmio Musical Henrique Dias, no dia 12 de dezembro. “Os mestres de cultura popular tem uma tradição de chão, do cortejo, mas também é interessante levá-los para o teatro onde há controle técnico dos músicos e um nível de atenção da plateia maiores. São nomes que já estão acostumados a viajar o mundo e se apresentar nesses espaços, mas ainda acontece pouco aqui no Recife”, observa o produtor, que teve a ideia de realizar o evento como uma forma de explorar mais ritmos instrumentais além do que se costuma assistir nos festivais de jazz e música pop.

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Não é à toa que o experimentalismo da Wassab também ganhará espaço no dia 21 de novembro. Formada pelos músicos Hugo Linns (baixista) Gilú Amaral (percussionista) e Juliano Holanda (guitarra), a banda vai apresentar um som mais contemporâneo e arrojado, que busca diferentes formas de abordagem da música instrumental. O grupo Som de Madeira  é outra atração que enriquece a grade da segunda temporada. Formado por músicos experientes, o Som de Madeira preparou um show com canções autorais do álbum De Ponta Cabeça, um trabalho sofisticado na estética e musicalmente, além de outras composições inéditas.

No dia 5 de dezembro, o concerto de Marco César Trio com a participação de Henrique Annes promete ser um dos ‘pontos altos’ da segunda temporada do circuito. Será uma rara aparição nos palcos desses dois medalhões da música instrumental e popular pernambucana. O arranjador e bandolinista Marco César, que também é professor do Conservatório Pernambucano de Música – e colaborou para a formação de muitos músicos no Estado – criou o grupo Marco César Trio para divulgar a música instrumental, em especial, a de cordas dedilhadas. O violonista e compositor Henrique Annes, que já gravou 16 discos, vai agregar ao espetáculo a sonoridade do violão pernambucano.

“A gente está sendo bem sucedido porque o projeto está tendo uma grande visibilidade. Estamos ocupando o Teatro Arraial, que é um espaço muito tradicional do Centro do Recife, e levando uma programação que mistura  a velha guarda, gente nova, a tradição da cultura popular e música pop de várias regiões do Estado. Acho que estamos oferecendo um panorama bem amplo da nossa música”, avalia Félix, ao adiantar que planeja dar continuidade ao projeto nos anos seguintes em outros formatos.

PROGRAMAÇÃO 2ª TEMPORADA – CIRCUITO AURORA INSTRUMENTAL
Local: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457)
Horário: 19h30
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

10/10 – Paulo Rafael
17/10 – César Michiles
24/10 – Som de Madeira
31/10 – Lucas dos Prazeres
07/11 – Laís de Assis
14/11 – Seu Luiz Paixão
21/11 – Wassab
28/11 – Beto Hortis
05/12 – Marco César Trio convida Henrique Annes
12/12 – Grêmio Musical Henrique Dias

 

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