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MÚSICA

François Moïse Bamba traz mais cultura africana para Pernambuco

Natural de Burkina Faso, o ator realiza uma série de atividades em Recife, Olinda e Aldeia entre os dias 2 e 10 de dezembro.

Geyson Magno

Geyson Magno

François Moïse Bamba vem para Recife, Olinda e Aldeia para realizar vivências, oficinas e apresentações. 

Após passar por São Paulo, Bahia, Maranhão, Alagoas e interior de Pernambuco, o contador de histórias africano François Moïse Bamba retorna ao Estado com agenda na Região Metropolitana do Recife. No Brasil pela terceira vez, o ator natural do Burkina Faso (país no Oeste da África) e reconhecido pelo mundo como “o ferreiro contador”, levará apresentações e oficinas para o Recife, Olinda, e Aldeia (Camaragibe) entre os dias 2 e 10 de dezembro. A circulação do artista no Brasil tem a produção da pernambucana Terreiro Produções e o apoio do Institut Trançais du Brésil e Consulado da França no Nordeste.

A programação do artista em Pernambuco inicia no próximo domingo (2), das 9h às 17h, em dia de vivência junto à natureza, em Aldeia. O encontro é formatado com um passeio na mata embalado por contação de histórias, banho de bica, almoço, vivência e bate-papo. Já de segunda (3) a quarta-feira (5), na Fundaj, em Casa Forte, François comanda uma oficina sobre a oralidade como base educacional, em uma atividade voltada para contadores, artistas, educadores e demais interessados em histórias e oralidade. Ainda na Fundaj, o artista se apresenta no dia 10 de dezembro dentro da programação de um seminário da instituição em torno da cultura africana.

Na quarta-feira (5) também é a vez da Comunidade Xambá, em Olinda, receber o contador de histórias que fará uma apresentação com participação do Grupo Bongar. Por lá, François Moïse também dará uma oficina destinada aos jovens da comunidade. “A África é parte tão fundamental da nossa história como Brasil, e apesar disso resta ainda tão desconhecida de nós. Sinto que esse contato atual, que pode acontecer através da arte, é algo extremamente curador para nós, como indivíduos, como povo. Algo que nutre, preenche, reconhece, liberta”, anota Laura Tamiana, que além da tradução, também produz a turnê do artista.

Consigo, o “ferreiro contador” carrega cinco repertórios de contos tradicionais do Burkina Faso, dentre os quais escolhe as histórias que serão contadas na hora da apresentação de acordo com a sua percepção do público presente. As narrativas retratam os povos do país africano com suas culturas, histórias, crenças, valores e visões de mundo, para um enriquecimento mutuo e promoção do respeito às diferenças.  A turnê ainda passará pela cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, nos dias 9 e 10 de dezembro.

Sobre François Moïse Bamba
O contador de histórias e ator do Burkina Faso foi iniciado na arte do conto por seu pai e criado em estreita relação com a tradição da cultura e da arte griot. Credita sua formação artística principalmente a Hassane Kouyaté, Habib Dembélé e Jihad Darwiche. Coletou e reescreveu contos do Burkina Faso, alguns deles dando origem a CD, DVD e livros publicados na França. Hoje é reconhecido internacionalmente por seu trabalho e viaja o mundo inteiro. Desde 2003, participou de festivais, na França, no Niger, Egito, Djibouti, Congo, Québec, Martinica e outros. No Brasil, esteve duas vezes, em 2011, no festival África Diversa no Rio de Janeiro; e em 2017 no festival FETEAG, em Recife e Caruaru.  Foi por diversos anos diretor artístico do festival Yeleen, no Burkina Faso, diretor artístico e cultural da Maison de la Parole (Casa da Palavra) e coordenador geral da rede internacional de contadores de histórias da África do Oeste Afrifogo. Realiza em seu país o Festival Internacional dos Patrimônios Imateriais, que a cada edição propõe um mergulho em uma das 65 etnias do Burkina Faso.

SERVIÇO:

Vivência, oficina e bate-papo: “Na escuta da natureza”
2/12, das 9h às 17h
Proposta: Um passeio contado com histórias e músicas ao longo de uma pequena caminhada pela mata. A programação traz ainda banho de bica, almoço, vivência em torno da oralidade e bate-papo.
Local: Clube Sete Casuarinas (Aldeia – Camaragibe)
Acesso: inscrições prévias (R$ 150) com vagas limitadas. Informações: (81) 9.9961.1423

Oficina: “A oralidade como base educacional “
De 3 a 5/12, das 9h às 13h
Proposta: Descobrir os contos e experimentar a arte de contar, explorar as fontes onde encontrar suas histórias, descobrir as ferramentas da contação, descobrir suas próprias capacidades narrativas e criativas, encontrar sua própria palavra como contador, criar e enriquecer seu repertório e melhorar duas capacidades vocais e criativas.
Local: Fundaj (Avenida Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte)
Acesso: Gratuito (vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo oficinacontacaodehistorias@fundaj.gov.br. Informações: 3073.6489

Apresentação: “Na escola dos ancestrais” (part. Grupo Bongar)
5/12, às 19h, 
Proposta: “Em quase todo vilarejo, tem uma grande praça, com uma grande árvore, e debaixo dessa grande árvore, ao longo dos dias e das noites, encontramos os mais velhos prontos a nos dar conselhos, a compartilhar uma palavra com todo ouvido pronto a escutá-los. De onde venho, dizemos que não importa a beleza de uma palavra, ela é em vão se não tem ouvidos para escutá-la”.
Local: Pracinha Tio Luís, Quilombo da Xambá (Olinda)
Acesso: Colaboração espontânea (um produto de limpeza para ajudar na manutenção do Centro Cultural Grupo Bongar – Nação Xambá)

Apresentação: Palavras de mulheres do meu vilarejo
10/12, às 19h
Local: Fundaj (Avenida Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte)
Acesso: Gratuito

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