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Festival pernambuco nação cultural

Arcoverde foi de samba, coco, instrumental e rock

Por Raquel Holanda

A noite da sexta-feira (13/4) em Arcoverde foi de ecletismo musical no Palco Nação Cultural, com as apresentações de Xico de Assis, Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Rivotril e Mundo Livre S/A. Os shows foram intercalados pelo som do DJ Patrick Tor4, que comandou a set até umas 3h da madrugada.
Estreando em solo arcoverdense, Xico de Assis abriu a noite no palco da Praça Virgínia Guerra, acompanhado da banda Canto da Madeira. Juntos, eles trouxeram para o público um repertório de sambas. Ao final do show, o cantor revelou sua surpresa com a receptividade e o gosto do público pelo gênero.

Samba de Coco Raízes de Arcoverde se despede do público do Nação Cultural (Foto: Roberta Guimarães)

Samba de Coco Raízes de Arcoverde se despede do público do Nação Cultural (Foto: Roberta Guimarães)

Filho da terra, o Samba de Coco Raízes de Arcoverde foi a segunda atração da noite. E como não poderia ser diferente, a população da cidade compareceu em grande número para brincar com o Mestre de Assis, Iran Calixto e demais integrantes do grupo. Participar do primeiro Festival Pernambuco Nação Cultural na Região do Sertão do Moxotó foi para Mestre de Assis, líder do grupo, uma oportunidade de revitalizar a cultura local: “Para a gente, é uma grande alegria ter esse festival, que vem trazer esperteza para todos os grupos culturais de Arcoverde e das cidades vizinhas, o que é muito bom para não deixar que essa tradições acabem, forticando os grupos daqui.”

Encantadas pelo trupé e pela sonoridade saída dos tamancos de madeira, as crianças se contagiaram pela apresentação do Coco Raízes de Arcoverde. A participação ativa do público durante a apresentação do grupo teve seu ponto alto quando Iran Calixto convidou todos para cantar “Tô nos braços de mamãe/ Pra ela me acarinhar/ Apareça valentão…”. Neste momento, o refrão de “Acorda criança” foi feito apenas pela plateia, que contou só com a voz de Iran Calixto para conduzir o restante da música. A admiração do público pelo grupo, um dos mais famosos da cidade, fez com que fosse a única atração da noite a não conseguir deixar o palco quando pretendia. A pedido do público, veio um bis, com “A caranava não morreu”.

Do coco a um som instrumental, em seguida foi a vez de a banda recifense Rivotril subir ao palco. O público manteve-se atento à performance com percussão, guitarra, saxofone e flauta, numa apresentação exemplar. Formado pelos músicos Júnior Crato (flauta), Lucas dos Prazeres (percussão) e Rafael Duarte (contrabaixo), a banda Rivotril mostrou para o público toda sua criatividade e inovação nas composições instrumentais.

Já passava da meia noite quando o rock e as letras satíricas do Mundo Livre S/A subiram ao palco. A efervescência do estilo musical, próprio da Mundo Livre S/A, marcou a forte relação com seu o público. Liderada por Fred ZeroQuatro, a banda apresentou o show do seu novo projeto “As Lendas da etnia ToshiBabaa”, que reúne canções que retratam, através da veia artística de ZeroQuatro, os avanços tecnológicos, os impactos que o meio ambiente tem sofrido e outros assuntos. Este foi o primeiro show da Mundo Livre na cidade, depois de décadas de carreira da banda.

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