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Festival pernambuco nação cultural

Arcoverde se despediu do FPNC com ótimos shows

Lirinha cantou na terra natal seu novo projeto solo (Foto: Costa Neto)

Lirinha cantou na terra natal seu novo projeto solo (Foto: Costa Neto)

Com show de Lirinha e da Original Olinda Style, o FPNC se despediu de Arcoverde, no Moxotó

Por Chico Ludermir

A última noite  em Arcoverde dos shows do Festival Pernambuco Nação Cultural (FPNC) do Sertão do Moxotó trouxe Lirinha de volta à terra natal. Pela segunda vez este ano na cidade, o ex-vocalista do Cordel do Fogo Encantado mostrou seu projeto solo de 2011, o “Lira”.

Depois da Bande Dessinée e de Tibério Azul, que esquentaram a plateia, Lirinha subiu ao palco perto da 0h quando a Praça Virgínia Guerra já estava cheia de arcoverdenses ansiosos para verem o seu conterrâneo mais célebre. O artista entrou em cena batendo a mão no pulso, na primeira de muitas demonstrações de carinho que fez à cidade.

Com a música “Sistema lacrimal”, Lirinha começou a apresentar seu CD lançado em outubro do ano passado. E assim foi, uma a uma:“Ah se não fosse o amor”, “Ela vai dançar”e “Sidarta”. Até que na quinta música, veio “Morte Vida Stanley” do seu segundo dos três discos que fez no Cordel.  Se nas músicas recém-lançadas podia-se ouvir um couro, nesta se ouviam gritos empolgados e saudosos da banda que acabou em 2010.

“Eu amo a Ângela Ro Ro”, declarou Lirinha antes de cantar “Valete de Paus”, canção que fez para a musa, que, aliás, canta no seu disco. Ro Ro não foi a única a receber homenagem. O show foi dedicado a Lula Côrtes, falecido no ano passado e que também participou do projeto, tocando cítara na faixa “Adebayor”. Cênico como de costume, o vocalista mantém a dança dos braços soltos e o sotaque, que dialogam muito bem com o sample que ele mesmo usa e com tantos outros sons eletrônicos constantes dos sintetizadores de Igor Medeiros.

Quase em transe, o público cantou “Os oim do meu amor” , quando Lirinha relembrou os ex-companheiros de banda Clayton Barros e Emerson Calado, que também estavam em Arcoverde no FPNC. Depois de uma hora de show, quando o público gritou pelo bis, Lirinha tocou mais uma de Cordel, “A matadeira”, e depois deu lugar ao projeto Original Olinda Style.

Participação do Raízes de Arcoverde no show da Original Olinda Style (Foto: Costa Neto)

Participação do Raízes de Arcoverde no show da Original Olinda Style (Foto: Costa Neto)

Unindo as bandas Eddie e Orquestra Contemporânea de Olinda, o projeto fechou a noite e o festival com muita animação. As já conhecidas “Maranguape“, “Baile de Betinha“ e “Pode me chamar que vou“ ferveram a praça. Ainda mais com a participação do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, que cantou três músicas no finzinho.

O DJ Patrick Tor4 encerrou a festa, já na madrugada do domingo.

Coreto
Na tarde deste mesmo dia, mais cedo, Arcoverde recebeu também o Maracatu Batuque do Sertão, Nume – projeto de Emerson Calado, ex-integrante do Cordel – e Cacau Arcoverde e Treminhão no palco Coreto, na Praça da Bandeira.

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