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Festival pernambuco nação cultural

Arrasta-pé e forró dão o tom do Palco Nação Cultural

Nomes como a dupla Azulão e Azulinho e Elba Ramalho fizeram a festa no FPNC em Caruaru

Laís Domingues

Laís Domingues

Para um público imenso, Elba Ramalho fez uma apresentação repleta de clássicos da música nordestina.

Caruaru, conhecida como a Capital do Forró, mostrou, sexta (28) e sábado (29) passados, o porquê de ser dona de um dos títulos mais disputados Nordeste afora. No Palco Nação Cultural, um dos polos do Festival Pernambuco Nação Cultural, os caruaruenses conferiram de perto apresentações de importantes nomes da música nordestina. Destaques para os shows da dupla Azulão e Azulinho e de Elba Ramalho, que contaram com um público que não arredou do arrasta-pé em momento algum. Também passaram pelo Nação Cultural nomes como Elifas Júnior, Valdir Santos, Petrúcio Amorim, Almério, Benil e Liv Moraes.

Elifas Júnior, nascido Caruaru, levou ao palco todo o aprendizado de sua carreira, lapidada com referências de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e do próprio Azulão. “É uma satisfação enorme tocar na minha terra”, agradeceu o artista, para em seguida Valdir Santos começar a sua apresentação. O artista, que começou a tocar profissionalmente em 1989, fez um aparato da sua carreira autoral, misturada com clássicos de Gonzagão e Dominguinhos. Num dos momentos mais legais da apresentação, a plateia puxou uma gigante ciranda e fez uma festa bonita de se ver. Veja no vídeo. “Tocar dentro de casa é a melhor coisa do mundo. Muito obrigado por este momento lindo, pessoal”, disse Valdir após a ciranda.

Laís Domingues/Fundarpe

Laís Domingues/Fundarpe

Petrúcio Amorim puxou um arrasta-pé ‘danado de bom’ no Palco Nação Cultural

Outro nome aclamado em Caruaru foi o de Petrúcio Amorim, forrozeiro nato que é sempre bem recebido pelo público quando se apresenta na terra natal. “Pra mim é uma grande alegria estar em Caruaru e acho que a recíproca é a mesma. A gente é daqui e o pessoal já acompanha ao longo de todos esses anos, quase 30 de carreira, e sempre canto aquilo que eles gostam, que é o forró”, brinca o cantor.

Laís Domingues/Fundarpe

Laís Domingues/Fundarpe

A dupla pernambucana entoou clássicos da música nordestina e do mestre Azulão

Última atração da noite, Azulão e Azulinho foram recebidos com honrarias de mestres da cultura pernambucana e fizeram um dos shows mais instigados do Festival. “Tenho mais de 50 anos de carreira, e comecei na mesma época que o Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga”, disse o mestre Azulão, de fato um guardião da cultura do forró pé-de-serra.

Laís Domingues/Fundarpe

A participação de Azulinho no palco é um desejo antigo de Azulão, que sempre quis ver seus filhos continuarem seu trabalho e manter o estilo musical vivenciado pelo pai. “Estou iniciando minha carreira por opção, mas sempre tive o incentivo de Azulão. Ele inclusive chegou a sentar comigo para me pedir uma continuação do seu legado”, relembra Azulinho, que define seu estilo como tradicional, mas com uma cara nova.

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Shows do sábado (30) no FPNC

Uma das revelações da música pernambucana dos últimos anos, Almério também surpreendeu de cima do palco. “Minha primeira apresentação no FPNC foi há três anos, num palco pequeno. Depois, fui me apresentar num palco mediano. Agora estou no mesmo polo que nomes como Elba Ramalho. É uma satisfação enorme e mostra que o Festival dá espaços aos artistas locais”, comentou Almério, que aproveitou o show para apresentar as músicas do seu disco autoral, lançado no começo deste ano.

Outro artista natural de Caruaru é Benil, considerado um dos maiores artistas da nova geração do Forró. O cantor fez um aparato de clássicos da música nordestina e ainda contou, no Palco Nação Cultural, com as participações de Geraldinho Lins e Roberto Cruz. Em seguida, a cantora Liv Moraes apresentou no seu show o melhor do forró de Dominguinhos, seu pai. Músicas como Eu Só Quero Um Xodó, De Volta pro Aconchego, entre outros clássicos do herdeiro de Gonzagão.

Laís Domingues/Fundarpe

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Benil ao lado do cantor Geraldinho Lins

Laís Domingues/Fundarpe

A grande atração da noite, paraibana de nascimento, mas pernambucana de coração, Elba Ramalho tem um carinho e uma relação especial com Caruaru e com o São João da cidade. No Palco Nação Cultural, Elba deu mostras de porque se tornou um dos maiores nomes da música brasileira, com uma presença de palco contagiante.

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O show de Elba contou com um repertório de canções que marcaram sua trajetória artística, tais como Anunciação, hino de Alceu Valença, além de Leão do Norte, Chão de giz, Gostoso Demais e Frevo Mulher. “Essa cidade é muito especial pra mim porque eu sempre recebo um carinho imenso de vocês. Caruaru mora no meu coração”, disse a cantora no palco, durante a apresentação, sob aplausos e gritos dos fãs na plateia.

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