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Festival pernambuco nação cultural

Cinema na Estrada encantou moradores de Belmonte

Mostra itinerante levou filmes pernambucanos ao Sertão Central

“Parece mágica, não é?”, perguntou Dona Raimunda, de 73 anos, moradora de São José do Belmonte. Ela se referia ao cinema montado ao ar livre, na Praça Sá Moraes, que reuniu diversas pessoas para assistir à programação de curtas pernambucanos e nacionais, dentro da programação do Festival Pernambuco Nação Cultural Sertão Central. O projeto, intitulado Cinema na Estrada, já esteve presente em várias cidades do Estado levando essa tal de mágica, muitas vezes, para pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de vê-la acontecer.

Ainda em seu relato, Dona Raimunda dizia que “via na novela e achava que era como televisão só que maior. Mas, não é,né? É muito melhor”, afirmou sem tirar os olhos da tela mesmo enquanto subia os letreiros finais. Ela trouxe sua neta, Joana, de 10 anos, que, tímida, apenas concordava com a avó. “Esse é o grande estímulo para nós que fazemos o FPNC, ver a cultura chegar a pessoas que não tiveram ainda a oportunidade de desfrutar do cinema, por exemplo. É uma realização ver esse deslumbramento pela arte”, afirmou a Coordenadora do Festival, Adriana Telles.

Foram exibidos os curtas A Menina da Boneca (PE), de André Pinto, Quinha (PE), de Caroline Oliveira, O Cangaceiro (PE), de Marcos Buccini, Meu Amigo, meu avô (DF), de Renan Montenegro, Urânio Picuí (PE), de Antônio Carrilho e Tiago Melo, Os Sons do Divino e o Espírito Santo do Silêncio (SP), de Claudia Pinheiro e Cowboy (RJ), de Tarcísio Lara Puiati. Nessa edição do FPNC, o projeto passou ainda pelas comunidades Pau Ferro, em Salgueiro, e Veneza, em Parnamirim.

Seu Nonato e Dona Edite foram ao cinema uma vez, em São Paulo, quando foram visitar a filha que mora lá. Mas, ver na própria cidade foi especial. “A gente estava comentando com os vizinhos e chamando todo mundo pra vir também. É bom ver os amigos reunidos assim”, comentou Dona Edite que, entre um filme e outro, sempre tecia comentários com o marido e com os amigos sentados próximo a eles. E Dona Raimunda gostou tanto que nem viu o tempo passar, 1h30min depois, ela perguntou “Já? Quando tem mais?”

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