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Festival pernambuco nação cultural

Cinema pernambucano em evidência no FPNC Sertão do Moxotó

Mostra do Cinema Pernambucano teve média de 80 pessoas por sessão.

Rodrigo Ramos/Mais Cultura

Rodrigo Ramos/Mais Cultura

Cinema Rio Branco, no centro de Arcoverde, sediou a Mostra do Cinema Pernambuco

Os cinéfilos de Arcoverde puderam conhecer mais sobre a produção audiovisual pernambucana durante a programação do Festival Pernambuco Nação Cultural – Sertão do Moxotó. Da última quinta-feira (9) até sábado (11), foi realizada a Mostra do Cinema Pernambucano, com exibição de seis produções no Cine Rio Branco, considerado um dos mais antigos cinemas em atividade na América Latina. Passaram na tela do Rio Branco longas-metragens premiados como “Eles Voltam”, de Marcelo Lordello, “Era Uma Vez Eu, Verônica”, de Marcelo Gomes, “Amor, Plástico e Barulho”, de Renata Pinheiro, “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, “Boa Sorte, meu Amor”, de Daniel Aragão, e “Febre do Rato”, de Cláudio Assis, em sessões gratuitas. Todos os filmes exibidos tiveram o incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura.Rodrigo Ramos/Mais Cultura

Segundo Carla Francine, coordenadora do Audiovisual da Secretaria de Cultura e Fundarpe, a mostra demostrou um interesse local pelo cinema pernambucano. “Não deu a superlotação da sala, mas a média foi de 80 pessoas por sessão, num cinema que tem 170 lugares. Quem foi estava afim de ver o cinema de Pernambuco e interagir com ele”, comemora Carla Francine. Todas as obras exibidas participaram de vários festivais de cinema, conquistando boas críticas e prêmios.

Rodrigo Ramos/Mais Cultura

“A gente louva a iniciativa da Prefeitura de Arcoverde de ter reformado este equipamento cultural tão importante pra cidade. Ele carece agora de conteúdos mais elaborados e o que fizemos aqui foi colocar os primeiro pezinho do cinema pernambucano e já estamos vendo um brilho nos olhos das pessoas. Certamente o cinema local vai chegar em Arcoverde com muito mais força a partir desta mostra”, avalia Francine.

Ao final das exibições, foram realizados debates com a participação de produtores e diretores dos filmes exibidos, entre eles João Júnior, produtor de “Era Uma Vez Eu, Verônica” e “Tatuagem”; Renata Pinheiro, diretora de “Amor, Plástico e Barulho”; Daniel Aragão, diretor de “Boa Sorte Meu Amor”; e Cláudio Assis, diretor de “Febre do Rato”.

Rodrigo Ramos/Mais Cultura

Para Cláudio Assis, a experiência de apresentar seu filme em Arcoverde foi bastante interessante. “Faz um mês que eu estou filmando na região, com o filme “Big Jato”. Filmamos em Pesqueira, em Cimbres, no Vale do Catimbau e deu pra perceber que muitas pessoas têm curiosidade de saber como funciona essa arte do fazer cinema. Se não fosse esse tipo de festival, o “Febre do Rato” nem o próprio “Big Jato” nunca vão vir pra cá. Ou é desse jeito que as pessoas vão ter acesso ou não vai”, opina o diretor pernambucano.

A jovem Maria Juliana, de 17 anos, foi nos dois dias assistir às sessões e gostou muito do que viu. “Sempre gostei muito de cinema, de assistir uns filmes. Mas já percebi muita coisa que é feita aqui em Pernambuco não entra na programação comercial. Fiquei feliz quando soube dessa programação”, comemora a arcoverdense.

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