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Circo encantou arcoverdenses na tarde da sexta-feira

Por Raquel Holanda

O entardecer no Bairro São Cristóvão, em Arcoverde, foi colorido nesta sexta-feira (13). A Companhia Brincantes de Circo, do Recife, fez da rua palco para seu picadeiro e apresentou para o público o espetáculo ‘Quatro’, às 17h de hoje.

A trupe chegou a Arcoverde com 21 integrantes, destes 18 artistas circenses que encantaram o público presente com ‘Quatro’, uma montagem híbrida, como define o direto do Cia., Boris Trindade. “Quatro é um espetáculo híbrido criado a partir de uma junção de linguagens para falar sobre os quatro movimentos que influenciam a cultura pernambucana: os ciclos carnavalesco, junino e natalino; e o movimento afro”, fala Boris Trindade enquanto explica como se deu a construção deste espetáculo que mistura as artes do circo, ginástica olímpica e rítmica, dança popular, teatro e literatura de cordel.

Espetáculo "Quatro", da Cia. Brincantes de Circo (Recife), durante apresentação em Arcoverde (Foto: Daniela Nader)

Espetáculo “Quatro”, da Cia. Brincantes de Circo (Recife), durante apresentação em Arcoverde (Foto: Daniela Nader)

Com o picadeiro montado em plena rua, “Quatro” interagiu com a população arcoverdense que não só assistiram ao espetáculo desta sexta-feira, como também participaram de alguns números. As crianças também deram suas contribuições além das muitas risadas, Bianca Lira, de 11 anos, foi uma delas, que ao lado de Boris participou de um número. “Eu sempre gostei de ir ao circo quando ele vem pra cá, mas essa foi a primeira vez que eu fui chamada para brincar junto com eles. Eu gostei da experiência”, comenta Bianca.

“Quatro” é um espetáculo com apenas seis meses de criação, ele estreou no Festival de Circo do Brasil, que além de ter uma construção narrativa envolvendo múltiplas linguagens também é versátil, podendo ser apresentado em palco italiano, no picadeiro ou na rua. A apresentação em Arcoverde levou ao público presente um pouco da cultura pernambucana com humor e irreverência, começando com o ciclo carnavalesco (encenando diversas manifestações como o Frevo, Maracatu, La Ursa, Caboclinhos e o Boi); em seguida foi a vez do ciclo junino deslumbrar o público; após o forró foi a vez das manifestações africanas vivenciadas no estado serem representadas, e por fim a Cia. Brincantes de Circo levou para o picadeiro sua interpretação do ciclo natalino.

A montagem tem direção circense e concepção de Boris Trindade, direção de movimento e coreografia de Cris Barradas, direção de cena de José Manuel Sobrinho e direção musical de Rui Bandeira (Mestre Papagaio).

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