Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Festival pernambuco nação cultural

Conversa com o “ruivão”

Nando Reis apresenta hits dele e de outros (Foto: Divulgação)

Nando Reis apresenta hits dele e de outros (Foto: Divulgação)

Por Duda Martins

A boa de hoje (14/9) na verdade é ótima. Imagine subir a Serra das Russas para começar o fim de semana curtindo o climinha agradável de Gravatá, ouvindo boa música num show que tem tudo para ser único… Essa noite tem Nando Reis e os Infernais, além da cantora Mariana Aydar, que leva o repertório do seu último disco “Cavaleiro selvagem aqui te sigo” para o Palco Nação Cultural. Também se apresentam o projeto Canta Gravatá, que revela o talento dos artistas locais, e a cantora Chris Nolasco, misturando percussão ao som eletrificado da guitarra. Conversamos com Nando Reis sobre o bailão que ele promete armar essa noite.

FPNC.org – O show “Bailão do ruivão” é ousado, onde músicas como “Whisky a go-go” (Michael Sullivan e Paulo Massadas) e “Chorando se foi” (Kaoma) convivem amigavelmente no mesmo álbum.Foi lançado em 2010 e caiu nas graças do povo pernambucano desde quando estreou por aqui, ano passado, na prévia carnavalesca Guaiamum Treloso.  Após dois anos, alguma mudança no formato do show? O que de novidade podemos esperar para Gravatá?
Nando Reis - Defino o repertório dos meus shows minutos antes no camarim, mas essa apresentação será um misto de músicas já conhecidas, como “Bichos escrotos”, “Sou dela”, “Relicário”, “All Star” e “Do seu lado”, com algumas do “Bailão” e quem sabe do “Sei”, meu novo disco que será lançado agora em setembro…

FPNC.org – Como compositor, deve ter sido no mínimo instigante quebrar o protocolo e gravar um disco só de não-autorais. Como surgiu esta ideia?
Nando Reis - A ideia do “Bailão do ruivão” surgiu em 2009, quando montei uma apresentação na festa do VMB inspirada nesse repertório diferenciado, de músicas que eu já apresentava no bis dos meus shows com os Infernais. Pela primeira vez gravei um disco com músicas que não são de minha autoria. E que, no entanto, são tão minhas, porque fazem parte da estruturação da minha personalidade, do meu gosto e da minha particularíssima formação musical.

FPNC.org - Regravar hits como “Frevo mulher”, de Zé Ramalho, é uma grande responsabilidade. Você ficou receoso de receber críticas como intérprete?
Nando Reis – Eu não dou a menor bola pra crítica, principalmente a crítica que evidentemente se baseia em ataques pessoais ou sectarismos preconceituosos. Gosto de música, independente do gênero, do rótulo, da época da origem.

FPNC.org – Qual foi o critério de seleção para este repertório inusitado, que vai de Wando a Bee Gees?
Nando Reis – Havia músicas que eu gostaria de tocar, que fazem sentido na minha cabeça e poderiam estar dentro do projeto. Mas não adianta vontade se não encontrar o arranjo certo. Então a gente levantou um repertório maior que iríamos gravar e tivemos tempo para fazer as experiências, e ver se o resultado musical seria satisfatório. As músicas se juntam na minha cabeça por associação, são as mais diversas possíveis e, às vezes, não há nada de musical nisso, no sentido de não precisar ter uma harmonia idêntica, o mesmo assunto. Talvez seja simplesmente o tipo de emoção que ela desperte.

FPNC.org – Já tem novos projetos para 2013?
Nando Reis - Sim, lanço ainda esse mês um disco de inéditas, que se chama “Sei”.
Confira AQUI a programação completa do festival de Gravatá.

< voltar para home