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Festival pernambuco nação cultural

Cuidando do futuro dos povos indígenas

Mãe do cacique Marcos Xucuru, Dona Zenilda sempre aconselha os jovens do seu povo. Foto: Ricardo Moura/Secult-PE

Mãe do cacique Marcos Xucuru, Dona Zenilda sempre aconselha os jovens do seu povo. Foto: Ricardo Moura/Secult-PE

Além da roda de diálogo, oficinas de artesanato e um toré abriram encontro em Pesqueira

Por Chico Ludermir

No Encontro Juventude, Arte e Culturas Indígenas, em Pesqueira, também foram iniciadas ontem (14/8) atividades de formação cultural, com oficinas de artesanato para a população local. Divididas em quatro tipos, segundo o material utilizado,  os alunos começaram a aprender técnicas em madeira, palha de coqueiro, palha de bananeira e barro.

Da árvore Pítia, retirada na lua minguante das matas da Serra Ororubá, onde se localiza o território do povo Xukuru, foram feitos diversos arcos. Durante a oficina de artesanato em madeira, os alunos aprenderam a medir, serrar e descascar as toras que servem de matéria-prima para o arco-e-flecha, um dos maiores símbolos indígenas. Gil Xukuru, professor de arte há oito anos, é um dos três oficineiros. Ele afirmou que o momento era de fortalecimento da sua cultura. “Estamos aprendendo um pouco mais sobre nossas raízes”, reforçou Lucas Rafael, um dos 75 alunos, enquanto terminava de lixar o arco.

João Carlos Xukuru estava à frente da oficina de artesanato com palha de coqueiro. Com ela se faz a barretina, espécie de chapéu, típico do povo Xukuru. “Ela é símbolo da nossa etnia. É com ela que dançamos o toré, ritmo sagrado”, explicou. Da palha de bananeira rapidamente se confeccionaram esteiras e do barro, serão fabricados pratos e panelas.

Primeiro dia do evento terminou com toré coletivo (Foto: Ricardo Moura)

Primeiro dia do evento terminou com toré coletivo (Foto: Ricardo Moura)


Apresentações: http://www.youtube.com/watch?v=GtZuEprU4lc 

O final da tarde de terça (14/8), durante o encontro em Pesqueira, foi ao som do toré. O ritmo sagrado dançado em roda foi apresentado pelos Fulni-ô, único povo do Nordeste que ainda se comunica na língua Yathê. Depois de apresentados, Morcego, Gavião, Peixe, Louro e Pássaro Sagrado (tradução de seus nomes) dançaram em ritual e, na sequência, convidaram todos para se juntar a eles. O mesmo fez o povo Atikum e Pipipã, numa pisada marcada com o pé direito.

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 Quarta-feira, 15

Nesta quarta-feira (15/8), a programação começa às 8h30 com o Ritual do Membi do povo Xukuru, seguido pelas oficinas de teatro e cineclubismo, além da roda de diálogo intitulada “O artesanato como prática na educação escolar indígena”. Durante a tarde, se apresentam os grupos Tuxá e Pankararu e, à noite, entra em cena o teatro dos Kambiwá e a apresentação cultural dos Truká.

Em respeito ao falecimento de Dona Maria Assunção Balbino, liderança da aldeia Capim de Planta que morreu aos 72 anos, a programação foi adaptada. As ações da última segunda-feira (13/8) e da manhã de ontem (14/8) foram distribuídas entre os demais dias.

A programação do encontro vai até a próxima sexta-feira (17/8) e faz parte do Festival Pernambuco Nação Cultural do Agreste Central. Todas as atividades são abertas ao público em geral.

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