Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Festival pernambuco nação cultural

Dança, música e poesia em Limoeiro

Companhia de dança do Sesc Petrolina apresentou na cidade "Eu vim da ilha" (Foto: Ricardo Moura)

Companhia de dança do Sesc Petrolina apresentou na cidade “Eu vim da ilha” (Foto: Ricardo Moura)

 

Por Chico Ludermir

O anfiteatro da Praça da Bandeira, em Limoeiro, foi palco de diferentes atrações do Festival Pernambuco Nação Cultural, na noite de ontem (31/8). Às 19h, se apresentou o espetáculo “Eu vim da ilha”, da Cia de dança do Sesc de Petrolina, seguido da primeira edição do festival Recicantando, que mesclou música e poesia.

Fruto de uma vivência de três anos do grupo na Ilha de Massangano, situada entre Petrolina e Juazeiro, o premiado trabalho “Eu vim da Ilha” explora as sensações do encontro entre os 13 bailarinos e as cerca de 200 famílias da comunidade do Sertão pernambucano. Da ilha, os bailarinos aprenderam o “samba de véio”, tradição antiga dos moradores, que se mistura aos movimentos da dança contemporânea. Percebe-se a água nos movimentos; percebe-se o sol na iluminação. E, somados aos cantos e aos batuques dos bailarinos em cena, constata-se uma verdade no encontro entre a companhia e Massangano.

Apresentado em Limoeiro pela primeira vez, o espetáculo agradou Dona Maria José de Oliveira. “Achei diferente. E é maravilhoso poder ver coisas diferentes”, afirmou, mostrando que, aos 63 anos, ainda tem encanto pela novidade. Do outro lado, o coreógrafo Jailson Lima  também estava satisfeito. “A gente gosta muito de circular nas cidades pequenas. A gente traz no espetáculo uma ilha que é maior do que a gente”, disse.

Música e poesia

Público assistiu à primeira edição do projeto Recicantando (Foto: Ricardo Moura)

Público assistiu à primeira edição do projeto Recicantando (Foto: Ricardo Moura)

Depois da dança, foi a vez do encontro da poesia com a música na primeira edição do Recicantando. Idealizado pelo poeta limoeirense Maciel França, o projeto intercalou recitações de poesia por poetas locais com músicas que foram criadas a partir de poemas.

Sivaldo Venerando, Fátima Oliveira, William Araújo, Sérgio Ricardo e o próprio Maciel França recitaram suas poesias. Já os cantores Djalma Santana, Saulo e Hélio Aragão apresentaram versões para “José” (baseado no poema de Carlos Drummond, musicado por Paulo Diniz), “Canteiros” (baseado no poema de Cecília Meireles, musicado por Fagner), “Monte castelo” (baseado no poema de Camões, musicado por Renato Russo), entre outras canções, sempre com a mesma proposta.

Ao final das apresentações, Maciel França contou que este evento foi a possibilidade de trazer luz para os poetas locais. “A gente estava um pouco esquecido. É uma forma de tornar a poesia visível. Espero que o evento se repita várias vezes”, afirmou. Se depender do público, a vontade do idealizador vai se realizar. “Eu queria era mais saúde para poder sempre ver esse tipo de coisa”, disse Antônio Luis Duarte, 64 anos, ao lado da esposa Marinete.

 

< voltar para home