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Festival pernambuco nação cultural

Dia de circo e música portuguesa no Polo Coreto, em Arcoverde

Por Leonardo Vila Nova

Um dos grandes sucessos desta edição do Festival Pernambuco Nação Cultural, no Sertão do Moxotó, o circo ganhou destaque na programação do Polo Coreto, na Praça da Bandeira, centro de Arcoverde. E, como não podia ser diferente, neste sábado (20/4), o universo circense também marcou presença no polo, que é voltado para todas as idades.

Caravana Tapioca no Polo Coreto (Foto: Costa Neto/Secult-PE)

Caravana Tapioca no Polo Coreto (Foto: Costa Neto/Secult-PE)

Ainda de tarde, a Caravana Tapioca trouxe o seu divertidíssimo espetáculo “Brincando no picadeiro”. A dupla de palhaços Cavaco e Nina arrebatou crianças e adultos com suas brincadeiras repletas de bom humor e interatividade, onde todos participavam ou eram surpreendidos com piadas e tiradas irreverentes. A risada era geral

Nem bem havia se refeito das gargalhadas com a Caravana Tapioca, o público foi surpreendido pelo grupo Dona Zefinha, do Ceará. Eles apresentaram “O circo sem teto da lona furada dos bufões”, espetáculo infantil, no qual reverenciam os palhaços e artistas mambembes. Com uma parafernália de instrumentos exóticos, as divertidas histórias da trupe – comandada pelos palhaços Bufão, Panfeto e Pafim – eram contadas através de música e teatro, e o tempo todo eram entremeadas pelas brincadeiras com as crianças que assistiam ao show.

A atração seguinte trouxe outros ares para a (já) noite. De além-mar para o Palco Coreto, o músico português Mário Moita acertou em cheio os ouvidos do público com seu sotaque lusitano. No seu show “4 estações, 4 fados”, a típica canção portuguesa é a grande estrela. Mário traz de volta aos palcos uma forma de releitura do fado, ao piano (o instrumento é, tradicionalmente, executado pela guitarra portuguesa), que se origina no ano de 1870, mas que ficou esquecido nas gavetas da história. Durante a apresentação, ele procurou desvelar o fado em suas várias nuances e possibilidades, associando-o a diversas situações e estados de espírito, fazendo cair por terra a equivocada impressão de que é apenas uma música de choro e lamento. “Neste show, pretendo mostrar que não existe só o fado triste, mas também o fado romântico, o fado alegre”, explicou Moita.

Quem encerrou a programação foi o músico e compositor Tonino Arcoverde. Com o show “Saudando Canção”, ele fez uma homenagem ao poeta popular de São José do Egito. Com canções que traziam os versos de Cancão vestidos por arranjos que remetiam ao típico universo da cantoria nordestina, porém, com uma sonoridade contemporânea.

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