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Festival pernambuco nação cultural

É conversando que se entende

Da esquerda para a direita: Leo Antunes, Renato da Mata, China e Clayton Barros (Foto: Ricardo Moura)

Da esquerda para a direita: Leo Antunes, Renato da Mata, China e Clayton Barros (Foto: Ricardo Moura)

Roda de diálogo, conferência e palestra deram o tom das trocas de experiências ontem (17/8), em Pesqueira

Por Julya Vasconcelos

“Quanto mais gente, o chute na porta é muito mais forte”, filosofou Clayton Barros sobre a herança da tendência à produção coletiva deixada pelo mangue beat, que até hoje reverbera no fazer musical pernambucano. O músico – que apresentou ontem, pela primeira vez, o show da sua banda Os Sertões – esteve mais cedo, ao lado de China e do DJ Renato da Mata, presente em um dos momentos mais interessantes do Festival Pernambuco Nação Cultural (FPNC) em Pesqueira. Por volta das 20h, o grupo, com mediação do coordenador do FPNC, Leo Antunes, estabeleceu um diálogo importante sobre a indústria musical em Pernambuco e no Brasil, com a presença de jovens artistas e músicos da região.

Roda de diálogo, conferência e palestra deram o tom das trocas de experiências ontem (17/8), em Pesqueira Por Julya Vasconcelos “Quanto mais gente, o chute na porta é muito mais forte”, filosofou Clayton Barros sobre a herança da tendência à produção coletiva deixada pelo mangue beat, que até hoje reverbera no fazer musical pernambucano. O músico – que apresentou ontem, pela primeira vez, o show da sua banda Os Sertões – esteve mais cedo, ao lado de China e do DJ Renato da Mata, presente em um dos momentos mais interessantes do Festival Pernambuco Nação Cultural (FPNC) em Pesqueira. Por volta das 20h, o grupo, com mediação do coordenador do FPNC, Leo Antunes, estabeleceu um diálogo importante sobre a indústria musical em Pernambuco e no Brasil, com a presença de jovens artistas e músicos da região.

(Foto: Ricardo Moura)

 

Clayton e China contaram sobre seus processos pessoais de desligamento, respectivamente, do Cordel do Fogo Encantado e do Sheik Tosado, para o investimento em uma carreira solo. “Eu mudei radicalmente o meu som nesse tempo, especialmente por ter tantos músicos diferentes do meu lado. Nesse discos, tem 47 pessoas diferentes tocando comigo”, revelou China, que completou: “Esse é um lado incrível da carreira solo”.

O mercado fonográfico cada vez mais maduro no Nordeste, o momento da busca de novas sonoridades pelos músicos penambucanos, o uso da tecnologia para compor e a diversidade cultural do estado foram alguns dos muitos pontos debatidos na roda.

Renato da Mata compartilhou informações sobre a atividade de DJ, a qualidade dos vinis, a relação estabelecida com máquinas no lugar de instrumentos e sua opção pelo hip-hop como estilo.

Felipe, da banda local Difusa, e Mecinho Groove, do blog sobre música Maloka Groove participaram ativamente do diálogo, que teve como maior característica a horizontalidade. Com intervenções e questões colocadas por qualquer presente, a todo momento, talvez esteja aí o motivo pelo qual o encontro foi tão profícuo.

Pesqueira dialogando

Cyl Galindo na mesa com o anfitrião Sebastião Gomes (Foto: Ricardo Moura)

Cyl Galindo na mesa com o anfitrião Sebastião Gomes (Foto: Ricardo Moura)

Ainda na noite de ontem, Cyl Galindo, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras, fez uma conferência sobre a busca do passado pelo povo pesqueirense. Cerca de 30 pessoas acompanhou a sua fala, que rememorou desde atos de violência contra indígenas até uma análise da vocação artística da região.

Lenice Queiroga, uma das vencedoras do prêmio de Fotografia Pernambuco Nação Cultural, falou sobre o trabalho premiado, seu processo criativo e as relações entre fotografia, moda e design, para um público composto sobretudo pelos alunos da oficina de pinhole, que aconteceu até sexta (17/8) pela programação do festival.

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