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Festival pernambuco nação cultural

Em clima de romantismo, Fafá de Belém encerra Festa da Estação em Gravatá

Ao lado de Silvério Pessoa e vários sambistas da cidade, a cantora paraense comandou o último dia de shows no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar

Nem a chuvinha intermitente que caia sobre Gravatá, neste sábado (22), impediu que o público comparecesse ao Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar, no centro da cidade, para conferir o último dia de shows da 16ª edição da Festa da Estação. Para comandar o evento, que integra o circuito do Festival Pernambuco Nação Cultural, foram escalados o grupo Pernambuco Samba Show, o projeto Samba Gravatá, Silvério Pessoa e Fafá de Belém. A mistura de ritmos e gêneros, por sinal, garantiu à noite um clima descontraído e de muita animação.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

O grupo Pernambuco Samba Show abriu a noite de shows

Na abertura, o grupo Pernambuco Samba Show, formado pelos integrantes da Escola de Samba Preto Velho de Olinda, comandou uma apresentação cheia de suingue e balanço, com um repertório que foi de Jorge Ben (País Tropical e Taj Mahal) a Jorge Aragão (Malandro e Coisinha do Pai). “É uma honra para gente vir tocar numa terra tão acolhedora como Gravatá. Espero que vocês curtam e sambem bastante”, disse o vocalista da banda.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Andréa Santos e Serginho Buq se apresentaram dentro do projeto Samba Gravatá

Em seguida, subiram ao palco os sambistas Sérgio Buq, Thiaguinho Rodrigues e Andréa Santos, do projeto Samba Gravatá. Os músicos, ambos gravataenses, não deixaram a peteca cair e, ao longo de uma hora, se revezaram ao som de grandes clássicos do universo do samba, como Vai Vadiar (Zeca Pagodinho), Zé do Caroço (Leci Brandão), Tristeza (compota por Haroldo Lobo e Niltinho, mas imortalizada por Jair Rodrigues e Beth Carvalho) e Aquarela do Brasil (Ary Barroso). “Cada um aqui tem carreira independente, mas, à convite da Fundarpe, nos unimos hoje neste projeto para mostrar, como diz Martinho da Vila, que somos todos bambas de primeira linha”, disse Andréa Santos. A cantora, que foi durante muitos anos vocalista da banda de forró Capim com Mel e descoberta no coral de uma igreja evangélica, garante que o batuque do samba é irresistível e seduziu-a de vez. “Sou eclética e sei/gosto de cantar de tudo um pouco, porém ele [o samba] é a minha grande paixão. Canto samba com muita alegria e satisfação”, revelou.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Silvério Pessoa comandou um show baseado nos seus últimos discos

Terceira atração da noite, Silvério Pessoa, depois de alguns anos sem tocar em Gravatá, voltou à cidade com um o show completamente autoral, que possibilitou ao público passear por toda a sua trajetória fonográfica. “Tem canções de No Grau (último CD lançado), de Collectiu (2011), de Cabeça Elétrica, Coração Acústico (2004), etc., mas vou tocar também uma composição inédita, Poente, que será lançada no meu próximo disco, em 2015.”, disse minutos antes de começar sua apresentação. No show, destaque para execução das músicas Rara BelezaCipó de Goiabeira, Alto que só e Pernambucana.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Fafa de Belém fez sua estreia neste sábado na cidade

Esbanjando simpatia, Fafá de Belém encerrou a programação do FPNC. Cantando os maiores sucessos dos seus 40 anos de carreira, a cantora paraense não escondeu a satisfação de tocar no município pela primeira vez. “Venho a Pernambuco desde 1976 (seu primeiro show no Estado aconteceu no Teatro do Parque), e nunca havia me apresentado nesta cidade linda. E quero que vocês saibam que é uma honra ‘tá aqui. Como ‘tá meio frio, montei um repertório só com hits do cancioneiro popular romântico, não só para vocês dançarem bem juntinhos, como também para esquentar o clima”, disse emendando com Coração do Agreste. A plateia que, até então estava quietinha, acompanhou a música em coro. Dali por diante, o que se viu foi uma sucessão de canções “de rasgar o coração, boca e nuca”, como definiu a própria Fafá: Meu dilema, Memórias, Sábado, Tortura de Amor, Devolvi, Nuvem de Lágrimas e Abandonada. A noite ainda teve direito a lambada, Chorando se foi, e, ao final, a uma homenagem a Reginaldo Rossi, com Recife, minha cidade. E, antes de se despedir, entoou Vermelho para alegria do público, que vibrou com cada estrofe da canção. Fafá, volte mais vezes.

A próxima parada do Festival Pernambuco Nação Cultural é em Caruaru. Confira aqui a programação.

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