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Encontro de Bandas Filarmônicas celebrou tradições musicais centenárias no FPNC da Mata Norte

Evento aconteceu nessa terça-feira em Goiana e contou com a participação de grupos da cidade e de Condado

Encontro de Bandas Filarmônicas (Foto:Daniela Nader)

Encontro de Bandas Filarmônicas (Foto:Daniela Nader)

Tradição que remete ao século passado, as bandas filarmônicas se constituíram ao longo do tempo em verdadeiras instituições musicais das cidades brasileiras. Em Pernambuco, mais precisamente em Goiana, residem os dois grupos mais antigos em atividade no País: a Sociedade Musical Curica e a Banda Musical Saboeira. Ao lado da Orquestra Filarmônica 28 de Junho, do município de Condado, os músicos se apresentaram nessa terça-feira (27 de março) no Encontro de Bandas Filarmônicas, dentro da programação do Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte.

O palco escolhido para abrigar a apresentação foi a sede da Banda Musical Saboeira. Alternando números musicais entre si, as três bandas mostraram qualidade técnica e artística, apresentando um repertório variado que transitava entre composições de Luiz Gonzaga, Ary Barroso e Maestro Duda, além de canções de artistas pop como Michael Jackson e o grupo Queen.

“É um privilégio participar deste festival que está resgatando a cultura das bandas filarmônicas do nosso Estado”, comentou o maestro da Banda Musical Saboeira – grupo nascido em 25 de novembro de 1849. O curioso nome tem duas versões. A primeira diz que como a banda não tinha um fardamento oficial, todas as vezes que os músicos iam se apresentar em público eram obrigados a lavar às pressas suas melhores roupas. Daí seus “adversários” chamavam os integrantes de “saboeiros”. A segunda versão, a mais aceita pelos atuais componentes, narra que na frente da primeira sede da banda havia uma árvore chamada saboeiro.

A Orquestra Filarmônica 28 de Junho, de Condado, foi especialmente convidada para o evento. A banda, que integra o Ponto de Cultura Retretas, foi fundada em 1905 e conta atualmente com 55 integrantes no grupo titular, além de crianças e adolescentes que participam da banda jovem da organização.

Considerados verdadeiros espetáculos musicais apresentados pelas bandas militares nas praças e coretos da época, as retretas eram muito prestigiadas nas cidades do interior. “As retrates funcionavam como shows para os antigos e nós como Ponto de Cultura buscamos resgatar esta tradição que estava esquecida, mas que é tão bonita”, revela o presidente e maestro auxiliar da filarmônica, Carlos Alberto.

A terceira participante do encontro sustenta o título de banda filarmônica mais antiga em atividade no Brasil. A Sociedade Musical Curica nasceu em 1848, mais precisamente no dia 08 de setembro, estando prestes, portanto, a completar 164 anos em 2012. Além da banda titular, que conta com 55 componentes, a Sociedade Musical Curica também possui a escolinha de música Conrado de Souza Nunes; nome dado em homenagem ao fundador do grupo. A filarmônica tem origem na orquestra sacra que tocava na Igreja do Amparo, em Goiana.

“Além do valor artístico e cultural, a nossa banda tem um papel fundamental na formação social dos jovens da cidade, pois levamos uma ocupação sadia para estes meninos e meninas”, afirmou o maestro Cláudio Silva. O músico comentou também a importância do FPNC da Mata Norte para a consolidação e preservação das matrizes culturais do Estado. “Estamos vendo uma mobilização bem maior pela cultura por parte deste atual governo. Fico sinceramente feliz em participar desse momento”, conclui.

 

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