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Festival pernambuco nação cultural

Encontro de caboclinhos, sambada e forró no final do Nação Cultural

Cultura popular é valorizada durante a primeira edição do festival na Mata Norte do estado

Seminário Florestan Fernandes (Foto: Roberta Guimarães)

Seminário Florestan Fernandes (Foto: Roberta Guimarães)

No encerramento do Festival Pernambuco Nação Cultural a cultura popular mostrou que continua mais viva do que nunca. Na sexta-feira pela manhã, o auditório da Escola Técnica Aderico Alves Vasconcelos em Goiana sediou o encontro de caboclinhos da Mata Norte do estado. Vinte e três estandartes das principais tribos carnavalescas da região decoraram o palco.

Para discutir o tema “Cultura popular: refletindo a prática que constrói a identidade, memória, religiosidade e o Carnaval de Pernambuco” estiveram presentes o presidente da Associação Carnavalesca de Caboclinhos e Índios de Pernambuco, Aloísio Azevedo, o Lula dos Caboclinhos; a presidente da Companhia Editora de Pernambuco, Leda Alves (uma das homenageadas do encontro); o diretor da escola técnica Luciano Trajano; o diretor de Políticas Culturais da Secretaria de Cultura, Carlos Carvalho; o secretário de Cultura de Itapissuma, Adanézio Menezes; e Célia Gayoso, neta do carnavalesco Sebastião Lopes, outro homenageado no evento.

Em sua terceira edição, o encontro serviu novamente para o debate sobre as dificuldades e os rumos que a cultura popular, especialmente os caboclinhos, vem enfrentando na região. “É um momento importante para a gente se organizar melhor”, avaliou o carnavalesco Severino Ramos da Silva, 69, o Mestre Biu. Um dos pontos altos da reunião foi a apresentação da tribo de caboclinhos Ubirajara, de Itapissuma.

Sambada
Outro evento marcante da programação de encerramento do Festival Pernambuco Nação Cultural foi a sambada realizada na comunidade quilombola do Barro Preto, em Lagoa do Carro, a 61 quilômetros do Recife. No sábado, às 20h, brincantes e seus mestres dos maracatus Estrela da Tarde, Leão Dourado e da Burra Vencedora encontraram-se no terreiro defronte as casas rústicas da comunidade.

As coreografias, que acabam sendo uma espécie de ensaio para as apresentações carnavalescas, foram acompanhadas de perto pelo presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, e pela prefeita da cidade, Judite Botafogo. “O que estamos vendo aqui é a valorização da cultura tradicional pernambucana. Uma cultura rica e diversificada”, destacou Pessoa.

Concordando com o presidente da Fundarpe, a prefeita Judite Botafogo disse que o evento representou um reconhecimento às raízes culturais da comunidade. “É um momento histórico, um fato inédito, graças ao Governo do Estado em fazer o resgate cultural das manifestações existentes no interior do estado”, reconheceu Botafogo.

Também se apresentaram no local o grupo de capoeira Consciência Negra e o candomblé do terreiro da babalorixá Maria Aparecida da Silva, a Mãe Maria Preta, da própria Lagoa do Carro.

Paralelamente à sambada, Lagoa do Carro teve ainda outro polo de animação funcionando no sábado à noite, no Sítio São Francisco. Lá, o forró pé de serra falou mais alto com apresentações de forrozeiros. O encontro também foi prestigiado pelo presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, e pela prefeita do município, Judite Botafogo.

 

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