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Figurino do coco vira assunto em praça de Arcoverde

O figurino do coco foi tema de ação de design e moda na Praça da Bandeira, em Arcoverde. Foto: Costa Neto

O figurino do coco foi tema de ação de design e moda na Praça da Bandeira, em Arcoverde. Foto: Costa Neto

Nesta sexta-feira (19), o público do FPNC viveu uma experiência atípica sobre o coco, expressão cultural tradicional de Arcoverde. Em uma ação intitulada “A moda comentando o coco”, a produtora e figurinista, Jéssica Tavares, comentou roupas usadas pelos grupos de Samba de Coco Raízes e Coco Trupé, ambos de Arcoverde.

Partindo do entendimento de que a manifestação de cultura popular é também uma forma de representação cênica que se manifesta através da dança, Jéssica falou sobre a função do figurino na composição dos personagens, sobre o quanto podem representar costumes e hábitos de um determinado momento histórico. A análise, feita a partir das cores, dos cortes, das modelagens e dos estilos de cada figurino, foi feita propondo um diálogo com a história de cada um dos grupos.

De acordo com a produtora de moda, “as diferenças entre os tipos de roupa podem ser percebidas nas cores, no uso ou não do tecido sintético, que facilita a limpeza e custa menos, por exemplo”. Maria José, integrante do Coco Trupé, conta que “é sempre bom fazer os figurinos do grupo, invento na hora e sempre busco fazer coisas novas”, mas também alerta: “os babados dos vestidos tem que ser sempre da cor da calça dos homens”.

Tanto o Coco Raízes como o Trupé já estão trabalhando nos figurinos para os festejos juninos. Ao final da ação, Jéssica prometeu colaborar com ideias para as novas roupas: “É muito interessante essa troca de conhecimentos, quem faz moda costuma ter uma visão mais técnica, mas vou trazer elementos com os quais tenho prática e aproximá-los aos estilos dos grupos da região”.

 

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