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Fim de semana começa bem em Triunfo

Orquestra Rockfônica abriu a noite tocando rock em ritmo de frevo (Foto: Eric Gomes)

Orquestra Rockfônica abriu a noite tocando rock em ritmo de frevo (Foto: Eric Gomes)

Orquestra Rockfônica de Frevo, Tulipa Ruiz e Lenine se apresentaram na noite de sexta (27/7) do FPNC do Sertão do Pajeú

Por Chico Ludermir

A noite da sexta-feira (27/7) trouxe a Orquestra Rockfônica de Frevo, Tulipa Ruiz e Lenine para o Palco Nação Cultural, em Triunfo. Começou o fim de semana e o público se fez presente, deixando cheia a praça de eventos. Abrindo o palco pontualmente às 22h, o maestro Ademir Araújo comandou a mistura de rock em ritmo de frevo: músicas dos Beatles, Rolling Stones, Iron Maiden e Nirvana tocadas sem guitarra ou baixo elétrico e, sim, com todos os instrumentos de uma orquestra de frevo.

“O frevo recebe muito bem qualquer ritmo. Fazemos versões sem bulir em nenhuma nota. Aqui não é o país do futebol, é o país da música”, afirmou o maestro, de boné, óculos escuros e cheio de atitude rockeira. Os flautins, clarinetes, sax, trompetes, pandeiro agradaram a plateia. “Eles são muito massa. É uma mistura perfeita”, afirmou Andrei Gonçalves, 18 anos, que dançou animadíssimo durante todo o show. Andrei veio junto com outras 21 pessoas de São José do Egito, cidade próxima também do Sertão do Pajeú, para ver Lenine, mas acabou positivamente surpreendido logo no primeiro show.

Revelação da nova MPB, Tulipa Ruiz começou com “Efêmera”, música que também dá título ao seu primeiro álbum, lançado em 2011. Cantando todos sucessos que fizeram do seu disco de estreia um dos mais aclamados pela crítica, a cantora fez ainda uma versão de “Da maior importância”, imortalizada na voz de Gal Costa. Performática como de costume, a paulista se enrolou no fio do microfone e quase deitou no chão. Apesar de estar prestes a lançar o novo CD,“Tudo tanto”, Tulipa não cantou nenhuma música do novo projeto.

Tulipa Ruiz foi de "Efêmera" (foto: Eric Gomes)

Tulipa Ruiz foi de “Efêmera” (foto: Eric Gomes)

A noite foi fechada com um Lenine aclamado pelo público. A própria Tulipa saiu do backstage para ver o pernambucano no gargarejo do palco. “Isso é só o começo”, cantou enquanto se mostrava para um público que se manteve animadíssimo até o final. Numa pegada mais acústica, o cantor mesclou músicas do seu último trabalho, “Chão” (2011), com sucessos já consagrados e muito conhecidos, como “Leão do Norte”, “Paciência” e “Hoje eu quero sair só”, com que finalizou o show.

Lenine tocou repertório com pegada acústica (foto: Eric Gomes)

Lenine tocou repertório com pegada acústica (foto: Eric Gomes)

No palco, Lenine esteve acompanhado apenas do seu filho, Bruno Giorgi, e o guitarrista JR Tostoi. Visivelmente sentindo prazer de estar ali, o cantor dançou, conversou e afagou o público de Triunfo, que ainda pedia mais, mesmo depois do bis. Neste sábado (28/7), no último dia do Palco Nação Cultural de Triunfo, se apresentam Lindomar Souza, Baião Polinário e Fagner, em uma noite em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga.

Palco Coreto

Zezinho e Som Brasil, de Arcoverde (Foto: Eric Gomes)

Zezinho e Som Brasil, de Arcoverde (Foto: Eric Gomes)

Também nesta sexta-feira (27/7) se apresentaram no Palco Coreto, no início da noite, Zezinho do Acordeom e Som Brasil, além do Quarteto Egan. O primeiro mostrou um chorinho misturando o batuque do pandeiro, cavaquinho e violão de sete cordas à melodia do acordeom. Como não podia faltar, o grupo se despediu com a consagrada “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo. Segunda atração, o Quarteto Egan foi das “Quatro estações”, do italiano Vivaldi, a “Asa Branca”, imortalizada na voz do pernambucano Luiz Gonzaga, tudo tocado com dois violinos, uma viola e um violoncelo.

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