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Forrozeiros celebram o aniversário de Gonzaga no Parque Aza Branca

Por: Giselly Andrade

13 de dezembro de 2014, Exu, Sertão do Araripe, Pernambuco. Durante todo o dia, a pequena cidade esteve em festa, era o dia do aniversário do seu filho mais ilustre. Dia que Luiz Gonzaga faria 102 anos. Em cada canto da cidade, um grupo de pessoas se reunia ao redor de um trio de forró pé de serra ou de um aparelho de som que tocavam, claro, as músicas do Rei do Baião. Asa Branca, Pé de Serra, Que nem jiló, Xote das Meninas. A cada esquina, um sucesso diferente.

Quando caiu a noite, as pessoas tomaram uma única direção: o Parque Aza Branca. O lugar ficou lotado de gente que só queria uma coisa: reverenciar Gonzagão ao som do forró, a música que ele levou para o mundo tocando e cantando a vida do povo nordestino, a vida daquele povo que estava ali no Parque Aza Branca. “Quando eu escuto ‘lá no meu pé de serra deixei ficar meu coração’, eu me emociono feito menino. Saí da minha cidade para trabalhar em outro estado e meu coração ficou aqui”, disse Carlos José Oliveira, exuense, que mora há 12 anos em São Paulo, mas sempre volta à cidade nessa época do ano.

“Eu escondi o meu primeiro namorado dos meus pais e minha mãe percebeu tudo porque disse que eu não brincava mais de boneca. Por isso eu me identifiquei tanto com Xote das Meninas e tenho certeza que várias outras meninas passaram e ainda passam por esse momento”, contou Jaqueline Souza que levou a filha, Maria Clara, pela primeira vez para a festa. “Faço questão que ela conheça a obra de Gonzaga e vivencie a nossa cultura. É assim que a gente contribui com que ele deixou, passando para os mais novos”, concluiu.

Costa Neto/Secult-PE

Costa Neto/Secult-PE

Parque Aza Branca recebeu shows de artistas que seguem a obra gonzagueana.

A noite de shows no Parque Aza Branca teve início com show de Joquinha Gonzaga, sobrinho do Mestre Lua e que ganhou dele o primeiro instrumento. O presente foi o pontapé inicial para a paixão de Joquinha pelo forró. Logo em seguida, Targino Gondim fez todo mundo dançar com um repertório que homenageou não apenas o Rei do Baião, mas outro grande artista da música nordestina, Dominguinhos. Para ele, vir nessa data ao Exu tem um sentimento especial. “Foi aqui nessa cidade que tudo começou e Gonzaga escolheu voltar pra cá. Era nesse Parque que ele recebia seus amigos e fazia suas festas de aniversário, não tem como não pensar nisso tudo enquanto toco minha sanfona e ficar imensamente agradecido a ele”, disse o sanfoneiro.

Ainda subiram ao palco os cantores Fábio Carneirinho e Flávio Leandro que contou com a participação de Daniel Gonzaga, neto do aniversariante. “Essa festa não é só de Exu, é do estado de Pernambuco e, consequentemente, do Brasil. Gonzagão merece cada vez mais isso tudo porque consegue agregar tantas pessoas em torno de uma cultura”, disse o cantor. Além de músicas do avô, ele não podia deixar de cantar ‘O que é, o que é?, do seu pai Gonzaguinha.

Costa Neto/Secult-PE

Costa Neto/Secult-PE

Público comemorou o aniversário de Gonzagão ao som de muito forró.

 

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