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Festival pernambuco nação cultural

Goiana vivencia uma viagem musical pelo tempo

Apresentação do Grupo Allegretto na noite dessa quarta trouxe para a Igreja da Ordem Terceira do Carmo espetáculo com temas medievais e renascentistas

Apresentação do Grupo Allegretto (Foto:Daniela Nader)

Apresentação do Grupo Allegretto (Foto:Daniela Nader)

 

Uma harmoniosa mistura de música, dança e teatro. Uma viagem pelos séculos XV e XVI com direito aos figurinos de época tão presentes no imaginário coletivo. Uma noite que já entrou para o histórico de apresentações da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Goiana. Assim pode ser descrita a apresentação do grupo Allegretto, nessa quarta (28), dentro da programação do Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte.

O grupo formado por professores, alunos e ex-alunos do Conservatório Pernambucano de Música (CPM) e do curso de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) surpreendeu o público presente com uma encenação delicada e ao mesmo tempo festiva. Remetendo aos antigos bailes e saraus da Idade Média e do período Renascentista, a apresentação emocionou a todos pela beleza das peças executadas e o esmero nos figurinos. “Muito lindo poder ver isso na nossa cidade e nessa igreja tão importante. Para mim foi o melhor programa que fiz em anos”, confidenciou a dona de casa, Ângela de Souza.

Surgido em 1996, o Allegretto trabalha com uma minuciosa pesquisa da música que compreende o período medieval até o Barroco. “Não temos apenas músicos em nossa trupe. Aqui há espaço para os amantes da música desse período, sejam eles médicos, engenheiros…”, revela o diretor do grupo, Alberto Guerra.

A musicalidade trabalhada pelo grupo, apesar de ser considerada “antiga”, dialoga totalmente com as expressões artísticas da modernidade. “Baile de máscaras, Carnaval, a própria Quadrilha, tudo está ligado diretamente ao passado. Damos apenas uma nova roupagem”, explica Guerra. Os instrumentos utilizados pelo grupo são um show à parte. “Utilizamos uma espécie de alfaia renascentista, o tambor do modelo Pretorius. As flautas também são réplicas da Renascença, além da viola da Gamba, o Cravo, entre outros”, explica.

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